Melancia/Cepea: Chuvas seguidas de virose limitam os rendimentos das áreas de Goiás
Casos de virose e gradagem de lavouras marcam a temporada 2026 em Goiás. De acordo com agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea, o excesso de chuvas durante o semeio dificultou o desenvolvimento das primeiras lavouras do estado, refletindo em produtividades médias abaixo de 30 t/ha em abril. No entanto, ao final de abril e começo de junho as temperaturas voltaram a subir, garantindo melhores resultados de produtividade e consequentemente melhor diluição dos principais custos de produção, que seguem em alta em especial frente ao aumento dos gastos com insumos e diesel. Entretanto, com a chegada de junho, casos de virose passaram a ser mais recorrentes na região, gerando queda de produtividade de 13% frente a maio.
Assim, este cenário em conjunto com a menor demanda pela fruta frente às temperaturas mais amenas nos principais centros de consumo do País aliada a perda de qualidade das frutas em campo refletiu em retração de quase 50% nos preços médios de negociação da melancia de maior calibre (>12kg). Dessa forma, o mês de junho encerrou com rentabilidade média de R$ 0,15/kg ao melancicultor goiano (79% mais baixo do que em maio). Os três meses iniciais de safra deste ano (abril a junho) apresentaram resultados 77% superiores ao mesmo período do ano passado. No entanto, como muitas áreas do estado foram gradeadas, não são todos os produtores que têm conseguido negociar suas frutas nestes patamares, com fortes perdas sendo registradas nas lavouras.
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