Banana/Cepea: Alta nos preços eleva rentabilidade, mas margens seguem apertadas

Publicado em 21/07/2026 15:49

No primeiro semestre de 2026, a rentabilidade da banana nanica de primeira qualidade dos produtores do Vale do Ribeira (SP) se demonstrou superior à de 2025. Porém, isso ocorreu apenas percentualmente, pois, quando comparados os valores absolutos, as margens de ganho ainda foram apertadas, assim como no ano anterior. Esse resultado é refletido pelo comportamento conjunto dos custos de produção e dos preços recebidos pelos produtores ao longo do semestre.

Quando comparados os custos de produção, houve um incremento de 3% em comparação com o mesmo período de 2025, registrando um valor de 1,40/kg. Este aumento está relacionado à redução dos investimentos realizados ao longo de 2025. Essa retração ocorreu em resposta ao cenário desestimulante que marcou o primeiro semestre daquele ano, caracterizado pela baixa rentabilidade. Como consequência, a menor intensidade de investimentos acarretou em menores produtividades, limitando a diluição dos custos e contribuindo para a ligeira elevação do valor por quilograma produzido. Ainda assim, embora os custos tenham aumentado, esse avanço foi relativamente pequeno diante da alta observada nos preços da fruta.

Nesse contexto, o preço médio da banana no primeiro semestre de 2026 apresentou alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025, atingindo R$ 1,59/kg. Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, o aumento da média de preços nas praças paulistas esteve associado, principalmente, à valorização observada durante o mês de março. Esse movimento foi favorecido pela redução da disponibilidade da variedade naquele mês, decorrente da estiagem registrada entre janeiro e fevereiro e da ocorrência de ventos durante o verão (dezembro a fevereiro), que provocaram o tombamento de plantas, a necessidade de podas e replantios, interrompendo parte do ciclo produtivo. Apesar de a variedade ter sido comercializada a uma cotação mensal de R$ 2,16/kg em março, a queda na qualidade provocada pelas baixas temperaturas a partir do final de maio, juntamente à oferta de frutas mais atrativas e com preços menores nas praças concorrentes, como o Norte de Minas Gerais, pressionou as cotações e impediram que os preços continuassem avançando ao longo do final do semestre.

Como reflexo desse cenário, a rentabilidade média entre janeiro e junho de 2026 foi de R$ 0,19/kg, valor 217% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, quando a média foi de R$ 0,06/kg. Apesar desse avanço expressivo em termos percentuais, o ganho absoluto permaneceu relativamente reduzido, evidenciando que a atividade continuou operando com baixo nível de rentabilidade.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Cepea

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário