Tomate/Cepea: Produtividade é crescente na Chapada Diamantina

Publicado em 20/08/2026 11:48

Na Chapada Diamantina (BA), os transplantios realizados de janeiro e até a última quinzena de abril foram impactados pelo clima úmido e quente, o qual elevou a incidência de doenças bacterianas, como a murcha-bacteriana (Ralstonia) e a pinta-bacteriana (Pseudomonas syringae), que causam manchas e, em casos mais severos, destruição do tecido foliar do tomateiro. Também foram relatados alguns casos de cancro-bacteriano (Clavibacter michiganensis) e doenças fúngicas, com destaque para a requeima (Phytophthora infestans). Diante desse cenário, os tratamentos fitossanitários foram intensificados, porém, devido ao elevado e constante volume de chuvas de janeiro até abril, a eficácia nos tratamentos não ocorreu da forma desejada, e as produtividades ficaram abaixo do potencial da região, sendo estimadas entre 350 a 400cxs/mil plantas. Já de maio e até junho, houve redução do volume de chuvas, o que permitiu melhor eficácia dos tratamentos fitossanitários e, consequentemente, diminuição das doenças bacterianas e fúngicas nas lavouras. Porém, como as colheitas realizadas nesse período foram referentes às plantas que se desenvolveram no período de chuvas e maior pressão de doenças, não houve recuperação plena da produtividade, que foi estimada na média de 400 cxs/mil plantas. A partir de julho, com o clima mais ameno nas lavouras, a colheita, referente aos transplantios de maio apresentou rendimento bem melhor, com médias entre 500 e 550 cxs/mil plantas. A perspectiva é de que a produtividade siga aumentando em agosto na Chapada Diamantina, podendo alcançar de 600 a 650cxs/mil plantas.

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Fonte:
Cepea

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