Mantenha os fungos longe do amendoim

Publicado em 05/02/2020 14:16
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Boa parte dos problemas sanitários das lavouras de amendoim está relacionada com a presença de patógenos potenciais causadores de doenças na cultura. Esses organismos, que são favorecidos pela umidade do ar elevada e que geralmente se propagam com facilidade, causam doenças graves que derrubam a produtividade das plantações e corroem a lucratividade do agricultor. Ainda mais quando resistem na área de uma safra para outra, dificultando o manejo e o controle. É por isso que os cuidados com qualquer cultura devem sempre ser conduzidos de forma estratégica, com ações corretas no momento exato, e integrada, envolvendo sanidade, nutrição e tudo o que as plantas precisam.

No caso das doenças fúngicas que atacam o amendoim, é preciso ter atenção para não facilitar as coisas para os agentes causadores. Em alguns casos, o manejo de controle e prevenção é bem semelhante, o que não significa que seja igual para qualquer situação. Daí a importância da orientação técnica profissional e qualificada, feita pelo agrônomo responsável da fazenda ou mesmo por um especialista dos fornecedores de soluções tecnológicas, a exemplo das equipes de campo da BASF.

É o caso da mancha-castanha, causada pelo fungo Mycosphaerellaarachidis, e da pinta-preta, causada pelo fungo Mycosphaerella  berkeleyi. Ambas apresentam características parecidas do ponto de vista dos prejuízos, pois causam lesões na área foliar provocando a desfolha precoce. Sem as folhas, a planta tem sua capacidade de fotossíntese debilitada, o que impacta diretamente em seu desenvolvimento e em sua produtividade. Além disso, uma planta com menor índice de área foliar, no momento do arranquio e inversão no campo, pode estar sujeita a uma maior contaminação por aflatoxinas, por exemplo, deteriorando a qualidade do produto colhido.

Amendoim Basf

De acordo com informações da Embrapa, essas duas doenças podem ser controladas por meio de rotação de culturas, por dois a três anos, o que no caso do cultivo do amendoim em áreas de reforma de cana-de-açúcar já é realizado inclusive com períodos maiores (quatro a cinco anos); pela escolha de cultivares mais resistentes; e com a aplicação de fungicidas, tanto no processo de tratamento de sementes, que visa eliminar possíveis inóculos que estejam presentes nas sementes, promovendo o manejo eficiente das doenças desde o momento da semeadura, quanto por pulverizações. Além dessas orientações, em áreas com cultivo intensivo e repetitivo de amendoim, temos que nos alertar sobre a importância da eliminação de plantas tigueras, que mantêm o inóculo presente na lavoura e são hospedeiras de diversas outras doenças e pragas, como, por exemplo, os ácaros.

Já no caso do mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinasclerotiorum, e da murcha de Sclerotium, causada pelo fungo Sclerotiumrolfsii, o controle por meio da rotação de culturas não é tão efetivo, pois as duas doenças atacam diversos hospedeiros e, também segundo a Embrapa, produzem estruturas de resistência (escleródios) que asseguram sua permanência no solo por vários anos. Tal característica só aumenta a necessidade de o agricultor ser ainda mais criterioso com a escolha de variedades resistentes e do fungicida mais apropriado para o controle.

Há ainda outras combinações de problemas e soluções, como acontece com a verrugose, que provoca cancros ou verrugas em diversas áreas das plantas – parte aérea, haste e nervuras das folhas – deixando-as deformadas. A doença é causada pelo fungo Sphacelomaarachidis, que consegue sobreviver de um ano para o outro na área de cultivo, seja em plantas que germinaram de sementes restantes da colheita, seja em restos de culturas da temporada anterior. Para complicar ainda mais a vida do agricultor, a verrugose é mais facilmente disseminada quando há ataque de tripes, praga que vem apresentando elevadas pressões de infestação e danos nas lavouras nesta safra 2019/20, o que exige atenção redobrada dos produtores quanto ao manejo tanto da verrugose quanto do tripes.

Ou seja, o manejo do amendoim, cada vez mais, vem se tornando complexo, sendo que os problemas fitossanitários demandam a integração de métodos de controle, para que, no final do ciclo, possamos garantir uma produtividade satisfatória e assegurar a rentabilidade do agricultor. Por essas e outras é tão importante o produtor de amendoim investir corretamente nos melhores insumos para suas lavouras. No que depender de inovações tecnológicas e informações, pode contar com a BASF para encontrar a melhor solução.

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Selo CropLife

Uso exclusivamente agrícola. Aplique somente as doses recomendadas. Descarte corretamente as embalagens e os restos de produtos. Incluir outros métodos de controle do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados. Restrições temporárias no Estado do Paraná na cultura do Amendoim: Plateau® para os alvos Emilia sonchifolia e Indigofera hirsuta. Registros MAPA: Standak® Top nº 01209, Abacus® HC nº 9210, Ativum® nº 11216, Orkestra® SC nº 08813, Opera® nº 08601, Nomolt® 150 nº 01393, Pirate® nº 05898, Herbadox® 400 EC nº 015907, Plateau® nº 02298 e Amplo® nº 0508

Fonte:
BASF

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