O que é fato e o que é mito no manejo de plantas daninhas de difícil controle. Especialista da Bayer explica

Publicado em 12/05/2022 10:52 1740 exibições
Atualmente, cerca de 50% das áreas cultivadas de soja do Brasil possuem algum problema de resistência de plantas daninhas, mas há alternativas de controle

Cerca de 50% da área de soja do Brasil possui plantas daninhas com resistência, sendo 50% desse percentual de buva, segundo Rodolpho Prevelatto, representante comercial de Roundup® da Bayer. Esse fato tem causado dor de cabeça aos produtores ao longo das últimas safras. Apesar disso, há alternativas de manejo e recomendações que são essenciais para se ter sucesso. O especialista explica o que é fato e o que é mito em relação ao manejo dessas invasoras de difícil controle.

“Nós temos uma pressão muito forte de ervas com resistência e de difícil controle no Brasil. Talvez o Estado de São Paulo não tenha uma presença muito forte, mas a região Sul e o Estado de Mato Grosso já têm números expressivos dessas ervas. Trazendo o XTENDICAM® para dentro da plataforma Intacta2 XTEND®, associado ao Roundup®, temos uma ferramenta poderosíssima para o manejo dessas ervas aos produtores rurais”, explica Prevelatto.

O XTENDICAM® (dicamba) é um herbicida da Bayer focado no manejo de algumas espécies de plantas daninhas de folhas largas tolerantes e/ou resistentes ao glifosato. No Brasil, a buva, a corda-de-viola, o picão-preto e o caruru são as ervas que mais têm preocupado os produtores, mas o XTENDICAM® tem registro para essas invasoras e outras. “Elas vêm se tornando ano a ano uma preocupação para o agricultor no manejo de sua lavoura, com prejuízos diversos”, complementa o especialista.

Pesquisas apontam que a presença de buva em níveis de infestação de 16 a 18 plantas/m², em lavouras de soja, pode causar perdas de rendimento na cultura de 1.174 kg/ha a 1.469 kg/ha, respectivamente, podendo chegar a até 48% do rendimento comparado com a testemunha sem a presença da daninha. Ou seja, o produtor terá um reflexo direto na renda sem um manejo adequado para essas ervas durante a safra.

O produtor que utiliza o XTENDICAM® pode usar junto qualquer outro herbicida, como o Roundup® WG?

Mito. “Nessa questão dois pontos precisam ser colocados. Na maioria dos casos, o produtor usará um segundo herbicida se tiver a presença de folhas estreitas na área e o glifosato fará esse serviço. Mas temos outro ponto a ser considerado, que é o tipo de sal do glifosato na solução. O Roundup® WG, por exemplo, não é recomendado para uso com o XTENDICAM®, pois é um produto à base de sal de amônio. Nesse caso, o ideal seria empregar o Roundup® Transorb R, que é de sal de potássio.”

O XTENDICAM® precisa ser usado com a soja Intacta2 XTEND®?

Fato. “É recomendado pela Bayer que o herbicida XTENDICAM® seja utilizado em conjunto com a soja Intacta2 XTEND®. A Plataforma Intacta2 XTEND® traz novas ferramentas de manejo e um novo patamar de produtividade que vem através do conjunto como um todo. Essa é uma prática que temos que reforçar muito pelos resultados que serão obtidos.”

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Rodolpho Prevelatto é representante especialista de Roundup® da Bayer - Foto: Divulgação

 Existem pontos a serem considerados para melhorar a experiência e os resultados no uso do XTENDICAM®?

Fato. “Os especialistas da Bayer, em conjunto com um grupo de acadêmicos, pesquisadores e consultores reuniu 10 passos para que o produtor no Brasil tenha uma melhor experiência na aplicação do XTENDICAM®. Dentre os pontos, o produtor deve ter atenção para os bicos de aplicação. O XTENDICAM® possui pontas que são homologadas e próprias para o uso da solução. Essas pontas formam um padrão de gotas extremamente grossas ou ultra grossas. As temperaturas também são importantíssimas para uma melhor experiência, não devem ultrapassar os 30ºC, assim como os ventos fortes. Após a aplicação, é essencial a tríplice lavagem do tanque, porque podem ficar resíduos.”

“Além do i2x Lab, estamos disponibilizando há cerca de um ano um especialista em manejo de ervas para cada produtor que adquirir nossos produtos diretamente ou através de parceiros. Ele é um agrônomo treinado para verificar o cenário na propriedade e indicar soluções para o agricultor ter melhor eficiência no uso da nossa solução.” Para acessar o programa completo e gratuito de Capacitação da Plataforma Intacta2 XTEND®, o i2x Lab, clique aqui.

O agricultor pode aplicar o XTENDICAM® na sua lavoura em qualquer momento, como na pós-emergência?

Mito. “Nós posicionamos o uso dele na pós-emergência da planta daninha e não na pós-emergência da cultura da soja. Na agricultura, falamos muito sobre dessecação, que é o preparo da área na qual será plantada a soja. Entre abril e setembro-outubro, janela de pousio, há uma maior incidência de ervas daninhas, e você precisa preparar essa área para plantar no limpo para que a planta não faça uma competição com o alvo. A soja tem que nascer no limpo para evitar competição com a planta daninha e é nesse cenário que o produtor terá um novo patamar de produtividade com a plataforma Intacta2 XTEND®. Para a pós-emergência da cultura, em culturas RR, recomendamos o uso do Roundup® Transorb R.”

ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, À SAÚDE ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE; USO AGRÍCOLA; VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO; CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO; INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS; DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS; LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, NA BULA E NA RECEITA; E UTILIZE SEMPRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL.
 

Fonte:
Bayer

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