Citricultores se reúnem com Ministro da Agricultura na próxima terça-feira (10)

Publicado em 05/09/2013 16:06
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O Ministro da Agricultura, Antonio Andrade, irá atender em audiência na próxima terça-feira (10) os citricultores do estado de São Paulo.

O encontro, ainda sem horário definido, foi organizado pela Associtrus a fim de entregar ao ministro o "Manifesto da Laranja", um documento assinado por mais de 200 citricultores a respeito das dificuldades que o setor vem encontrando.

O "Manifesto da Laranja" foi assinado no dia 16 de agosto de 2013, durante um encontro em Bebedouro (SP), que recebeu o nome de "Citricultura do Estado de São Paulo: Estrutura e Conjuntura".

Com o encontro com o ministro, os produtores esperam que o Governo Federal adote medidas para salvar o setor produtivo.

Confira mais informações no site da Associtrus

Presidente em exercício Michel Temer convoca encontro para discutir a crise da citricultura

A pedido do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), Temer recebeu diretoria da Associtrus e ouviu reivindicações; grupo também foi ao Cade.

O Deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) foi recebido hoje (04) em audiência pelo presidente em exercício Michel Temer. Eles discutiram a crise que afeta a citricultura paulista e os próximos passos para a licitação da duplicação da BR-153. 

Atendo a pedido de Edinho o presidente recebeu os representantes dos citricultores, entre eles o presidente da Associação Brasileira de Citricultores, Flávio Viegas, e Alexandre Berto, Emerson Fachini e Raul Furquim Neto. 

Na presença do grupo, Michel Temer ligou para o ministro da Agricultura, Antonio Andrade, cobrando providências. Ficou decido que a crise da citricultura será discutida na próxima terça-feira, no Ministério da Agricultura, em horário a ser definido, com a presença dos principais líderes do setor produtivo e do deputado Edinho Araújo. 

REIVINDICAÇÕES DA CITRICULTURA

Na audiência com Temer, Edinho Araújo e os representantes de citricultores apresentaram ao presidente em exercício as principais reivindicações do setor. Elas já haviam sido encaminhadas ao Ministério da Agricultura, por meio de oficio, pelo deputado Edinho Araújo. 

As principais medidas cobradas pelos produtores de laranja são: 

* renegociação de dívidas a longo prazo e com juros baixos (securitização); 

* inclusão da laranja na política de preço mínimo e retomada dos leilões de PEPRO; 

* inserção do suco de laranja em programas governamentais, como de distribuição de cestas básicas a pessoas carentes; 

* aumentar o percentual de suco de laranja para os néctares (o suco tem ao menos 50% de polpa de fruta; néctar concentra de 30% a 50%);

* redução de impostos do setor; 

* melhoria do ambiente de negócios, com maior transparência de informações sobre consumo, estimativa de safra etc.; 

* fortalecimento da representatividade dos citricultores independentes nas negociações do Consecitrus e construção conjunta do modelo final para restabelecer o equilíbrio no setor; 

* investimento em marketing para promover o aumento do consumo de suco de laranja; entre outras. 

NO CADE

Edinho Araújo também acompanhou os produtores em visita ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Os produtores travam uma luta contra o poderio da indústria, à qual acusam de formação de cartel. 

Segundo eles, a indústria manipula o mercado e controla os preços, sufocando os produtores. A indústria também aumentou nos últimos anos suas áreas próprias de plantio, eliminando produtores pequenos e médios, que, sem condições de vender a fruta, deixam a atividade. 

A situação do mercado de laranja é crítica. A fruta precoce amadurece nos pomares e não encontra compradores. Os poucos negócios feitos atualmente giram em torno de R$ 6,00 a caixa de 40,8 quilos, valor inferior ao custo de produção. 

“Estamos defendendo a fixação imediata de um preço mínimo para a caixa de laranja, como conseguimos no ano passado. A fruta foi vendida a R$ 10,00 a caixa, com subsídio do Programa de Escoamento da Produção, o que aliviou os prejuízos de parte dos produtores”, disse Edinho Araújo.

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Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas + Associtrus

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