Com menor movimentação de etoques, exportações de suco de laranja recuam 26% nos três primeiros meses do ano safra 2020/21

Publicado em 22/10/2020 15:08 60 exibições
Safra menor e estoques mais elevados estão entre as principais razões para a baixa

Os embarques totais de suco de laranja brasileiro (FCOJ Equivalente a 66º Brix), no período de julho a setembro, que marca o primeiro trimestre da safra 2020/2021, fecharam com um volume de 223.682 toneladas. O número representa uma redução de 26% em relação aos primeiros três meses da safra passada, quando foram exportadas 302.261 toneladas. Em faturamento, as exportações somaram US$ 316,7 milhões no período, ante as US$ 528,2 milhões registradas de julho a agosto de 2019.

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a baixa pode ter como explicação dois motivos. O primeiro é o tamanho da safra 2019/20 que deu origem a uma produção de 1,2 milhão de toneladas de suco, 37,4% acima do período anterior. “Com essa grande produção foi possível recompor os estoques que estavam bastante baixos nesse mesmo período do ano passado, o que exigiu uma movimentação maior de suco do Brasil para o exterior onde o suco é vendido e isso explica o porquê de esse ano os embarques estarem tão abaixo”, diz.

Em 30 de junho de 2019 os estoques globais de suco de laranja em poder das empresas associadas à CitrusBR eram de 253.181 toneladas. Após o processamento da safra 2019/20, 36% maior que anterior e meses de ritmo forte de embarques, esses estoques foram recompostos a 471.138 toneladas em 30 de junho de 2020.

Segundo Netto, devido à bieanualiade da citricultura, que alterna anos de maior e menor produção, esse fenômeno tem sido comum, conforme observado no gráfico abaixo. Em anos de safras maiores as exportações são mais intensas em comparação a safras menores nos meses iniciais de cada ano safa. “Isso não significa que as exportações serão menores nesta temporada, mas indica, por enquanto, uma necessidade menor de ser transferir produto para os pontos de venda mundo afora”, analisa.

Entre os diferentes destinos a Europa continua a ser o principal das exportações brasileiras, com uma participação de 60,78%, seguida de EUA, com 18,83%, Japão 9,75% e China com 4,17%. Outros mercados correspondem a 6,47%.

MERCADOS

Para a Europa as exportações totalizaram 140.693 toneladas, uma redução de 17,6% em relação às 170.734 toneladas embarcadas no mesmo período na safra 2019/20. Em faturamento, os embarques somaram US$ 196,9 milhões, valor 51,6% menor em relação aos US$ 406,5 milhões registrados na safra passada.

As exportações para os Estados Unidos cresceram entre os meses de julho e setembro. Foram embarcadas 42.509 toneladas de suco de laranja, 15,7% acima das 36.740 toneladas contabilizadas no mesmo período da safra anterior. Em faturamento, a queda atual representou 8,8%, com US$ 52,8 milhões ante os US$ 57,8 milhões obtidos entre os meses de julho e setembro de 2019.

Os embarques de suco de laranja para o Japão registraram alta de 61,7% nos primeiros três meses da safra 2020/2021, com um volume de 21.997 toneladas. No mesmo período da safra passada, os embarques foram de 13.590 toneladas. O faturamento recuou 36,5%, com US$ 14,7 milhões ante os US$ 23,2 milhões da safra passada.

Já a China importou no primeiro trimestre da safra 2020/2021, o total de 9.392 toneladas, volume 5,8% menor do que o registrado na safra 2019/2020, com embarques de 9.973 toneladas. Em faturamento, houve queda de 80%, com US$ 1,5 milhão ante os US$ 14,3 milhões faturados na safra anterior.

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Fonte:
CitrusBr

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