FPA reage contra queda de antidumping do leite

Publicado em 08/02/2019 11:09
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Membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reagiram contra a suspensão da taxa de antidumping para o leite da União Europeia e da Nova Zelândia, publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (6).

O coordenador de Política Agrícola da bancada, deputado Pedro Lupion (DEM-PR), protocolou requerimento de informação do Ministério da Economia sobre a questão.

O parlamentar afirma que a medida gera insegurança ao setor produtivo de leite. “A taxa era aplicada desde 2001, como forma de proteger o mercado nacional da concorrência desleal dos produtos importados. Falei com a ministra Tereza Cristina, que também está surpresa com a decisão. Vamos procurar o governo para entender os motivos”, disse.

O deputado Evair de Melo (PP-ES), coordenador institucional da FPA, destacou que o pecuarista da Nova Zelândia tem cobertura de telefone celular e estradas asfaltadas em 100% do seu território, além de um sistema de segurança pública superior ao nosso e condições econômicas adequadas para ter a produtividade do seu leite ao extremo.

“Além das nossas fronteiras estarem escancaradas a esse leite que vem de forma irresponsável para o nosso país, compete com desigualdade. Não sou contrário por termos nossas fronteiras abertas, mas primeiro é preciso que as oportunidades da ciência e tecnologia, da infraestrutura e que as nossas cooperativas e empresas de leite tenham condições tributárias decentes”, criticou Evair.

Para Sérgio Souza (MDB-PR), vice-presidente da região Sul da FPA, o leite tem importância significativa para o Brasil, que é o 4º maior produtor do mundo, e ao Paraná que é o segundo maior produtor do Brasil. “A disposição governamental de não renovar as tarifas antidumping com certeza afetarão milhões de propriedades rurais especializadas na produção de leite, ocasionando uma crise no setor”, explicou.

“Não é só mantendo um bom preço que dá segurança econômica ao produtor rural, mas é também uma cadeia que envolve o transporte; no caso do leite, o laticínio, a indústria, o supermercado. O custo de produção do Brasil é extremamente caro.

Não é permitida a importação de um equipamento mais barato que venha de fora do Brasil; mas é permitido se trazer o leite. Há todo um trabalho que nós estamos fazendo por meio da FPA, na Comissão de Agricultura, a partir de mecanismos de associação de produtores rurais”, informou o deputado.

O deputado Zé Mário (DEM-GO) também utilizou as redes sociais para dizer que “está em busca de soluções para garantir a competitividade e a segurança aos produtores de leite e para a sociedade brasileira”.

Em nota oficial, o presidente eleito da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que a bancada já estuda alternativas com o objetivo de minimizar os impactos da suspensão da taxa de antidumping para o leite. O tema será a principal pauta da reunião da FPA na próxima terça-feira (12). Moreira afirma ainda que as consequências podem ser intransponíveis para o setor.

Fonte FPA

3 comentários

  • Tiago Gomes Goiânia - GO

    Qual liberalismo econômico queremos?
    Virou moda até em conversa de boteco e em palestra para produtores rurais, falar no tal liberalismo econômico para, dentre outros pontos, trazermos a competitividade. Usando o ditado popular...pimenta nos olhos dos outros é refresco (opa!, que azar, meu setor foi atingido... sim, minha família produz leite às duras penas), há perdas para uns e ganhos para outros na sociedade (leite mais barato para o consumidor talvez?)..., será que dose homeopáticas de liberalismo não seriam mais viáveis, será que não tem de ser construída uma base mais sólida em alguns setores antes?
    Já imaginava um choque entre o setor que mais apoiou Bolsonaro na campanha, no caso o agro, com seu governo. Talvez daí virá o primeiro estresse de apoiadores ruralistas versus Paulo Guedes versus Bolsonaro. Mas o governo tem voltado muito atrás em suas decisões, talvez nesse caso também o faça.

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Tiago, eu convivi com funcionários públicos e percebi que eles se acham a elite cultural do país, talvez devido ao fato da esquerda te-los tornado a elite economica. Impressiona então ler um comentário de alguém que defende certos pontos de vista de maneira obstinada, dizendo que, "meu setor foi atingido". Pois bem, de ontem pra hoje quantos por cento caiu o preço do leite? Certamente voce sabe me responder isso. Todos aqui sem exceção não tiveram o trabalho de ver de que se trata a retirada da taxação sobre o leite em pó da UE e da Noruega ou Dinamarca, um desses dois paises. Não sabem sequer que quem está promovendo essa amplificação de uma tragédia anunciada, como o bambi na floresta, é a famigerada CNA. Temos o funrural, temos a tabela do frete, temos muitos impostos, e agora temos a CNA em sua cruzada para "salvar" o setor leiteiro. Não sabem tampouco que essa mesma CNA afirma que graças a taxação o setor leiteiro aumentou a produção de leite em mais de 1 bilhão de litros em dez anos. Agora só falta criar a estorinha para confirmar isso. Mas eu penso, de onde foi que tiraram que o aumento da produção se deve à ação da CNA na imposição de taxas de importação? Será que foi isso mesmo? Ou é só uma estória da carochinha para enganar o Dalzir Vitória?

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    • ROBERTO CADORECRUZ ALTA - RS

      E o faça também Sr. Tiago Gomes, no caso do Funrural...pois prometeu o perdão das "dívidas" do Funrural e agora, provavelmente vai ter que voltar atrás.

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    • EDMILSON JOSE ZABOTTPALOTINA - PR

      Tiago , correto sua sugestão . Doses reguladas , redução da carga tributária , redução máquina pública , a médio prazo seria mais fácil de implantar .

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  • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

    Começou o shou dos atrasados...pelegos...incompetentes...dorminhocos...mentirosos...enroloes...nos cegos...fica ai a pergunta...cada senador tem 55 assessores... Cada deputado tem uns 20...e fazem o que....dormem junto com os deputados e senadores...a ministra não sabia de nada...pede pra sair...vai pranta mandioca em Corumbá... Ou seja entram na área dela decidem e ela não sabe de nada...claro não tem postura...envergadura..respeito como ministra...pede pra sair que e melhor...pois pelo visto os produtores que votaram no borsanada que escolheu esta péssima ministra estão sendo traídos..enrolado

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Quem indicou a ministra da Agricultura foi a própria FPA... E acho que voces estão fazendo tempestade em copo d"agua em cima de uma avaliação exagerada feita em uma entrevista. Esse outro país era taxado em menos de 4% no leite em pó, não sei se Dinamarca ou Noruega, sei lá, sei que não venderam uma grama de leite em pó para o Brasil ano passado. A UE é taxada em 12%. Então fui olhar os preços do leite no Cepea, e, através dos dados, vai ser possivel olhar os preços daqui pra frente para ver se isso -- "a destruição da cadeia produtiva do leite pelo Bolsonaro" --, vai acontecer ou não.

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Rodrigo...o pequeno produtor de leite que e 95% deles produz menos de 300 litros dia. E recebeu de dois anos pra cá menos de uma média de 1,00 por litro..este já está com a corda no pescoço... Vai tudo pro saco...te pergunto vão produzir oque??e a nova Zelândia xalxukou quantos eles tem de leite vagabundo pra nos empurrar...a europa idem..levante quanto eles tel de volume e vai vim ao Brasil...pra que esta morrendo afogado 10 gotas de agua acabam de matar...e a bosta de ministra da agricultura sem voz..sem peito..sem catega...sem estruturar a para saber bater de frente e resolver nem consultada foi...mostra ser um zero a esquerda..

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Dalzir, primeiro eu quero deixar uma coisa bem clara aqui, se tem alguém que defende o pequeno produtor e que é contra a concentração da produção na mão de poucos, sou eu. Infelizmente quando voce fala do Bolsonaro, voce fala com o figado..., prá voce ele não é um ser humano que está no hospital sofrendo por uma facada que levou da esquerda criminosa do país. E é preciso entender também que os integrantes da FPA não são liberais, eles são da esquerda. A direita elegeu alguns poucos deputados e senadores. Gente combativa é verdade e que conta com o apoio da militancia espalhada pelo país. E é claro o uso politico que eles fazendo disso, para atacar o Bolsonaro, o discurso é esse..."olha, nós temos que proteger o pequeno produtor dos malvados liberais". E usam o vitimismo, o fatalismo, e tudo que é ismo que não presta para desviar o assunto daquilo que realmente interessa. Por que os pequenos produtores de leite estão mal financeiramente? Essa pergunta eles não querem ouvir, porque teriam que rever todo o sistema cooperativo socialista imposto de cima para baixo nas costas do produtor. Sobre o leite, quem é que voce conhece que consome leite em pó? E mais, por que não brigar pela liberação da importação de máquinas e equipamentos modernos sem impostos para que se possa baratear a produção? Eu respondo isso dizendo que o imposto progressivo cobrado pelos governos é que mata os empresários, não a competição estrangeira. Esse assunto é amplo, mas digo que a CNA quer discutir tabela de frete (problema criado pela própria FPA), quer discutir funrural, aumento de impostos, em estados da federação a mesma coisa..., e agora essa estória do leite, amplificando o problema para pautar o que deve ser discutido. E os problemas reais e graves do país continuam sem solução. Não seria o caso então da FPA cobrar do governo compensações através da redução de impostos? De caminhões, de caminhonetas, de energia elétrica, de ICMS? Precisamos de mais liberalismo e não menos. Essa medida nem pode ser considerada uma medida liberal, pois o liberalismo exige uma liberação geral, uma libertação dos empresários e trabalhadores da escravidão imposta pelos governos.

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Qual é o "costume" do brasileiro? ... É viver sob um Estado provedor... ... Não será num mandato ou dois que esse "costume" será mudado. ... ... Veja que em todos os comentários o que pede é uma "medida" do governo. Não existe a convicção de que o governo deve deixar de interferir na vida de cada brasileiro. Ele deveria sim garantir os direitos individuais e deixar livre os direitos de "minorias e/ou maiorias". ...Mas só pedem e eles criam privilégios..., quando dizem que é para poucos, num piscar de olhos esse "poucos" se transformam em mais de 30 milhões, como o caso do "bolsa-família". Aí ficam cantando prosa que ajudam mais de 30 milhões de desventurados. ... Deviam ter vergonha de term esse número de pessoas precisando de ajuda do governo. ... ... Que País é esse? onde um governo, que diz que governa para 200 milhões de pessoas mas existem mais de 30 milhões precisam de ajuda. ... O que estão fazendo? Não é impedindo o indivíduo a buscar o seu bem-estar?

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Bom dia Rodrigo...eu não falo com o figado...uso bica...guiado pelo cérebro e não por emoção..paixão..e fanatismo...e no caso do borsanada esta ai o assunto do filho que e igual aos demais ladrões de dinheiro publico...outra coisa um profissional que em mais de. 30 anos não fez nada...vai fazer em 4????então Rodrigo abrasão me diz não...embora o presidente me parece ter boas intenções e torço para que faca o que tem que ser feito..afinal o beneficiado somos nos...sua Balela da facada etc. Deixa pra derramar suas lagrimas no boteco final da tarde ou senta ai na avenida atlântica e fica olhando os fanáticos jogar bocha...Sobre o leite em pó iúca Benedito rosa experiente profissional em vez de se empavonat e arrotar tanto..

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  • Carlos William Nascimento Campo Mourão - PR

    Esse governo Bolsonaro está se mostrando uma grande decepção. Sei que o outro candidato seria muito pior. Esta medida vai aniquilar o setor leiteiro no país, como já fazem com o arroz, trigo, batata, cebola, banana, café, etc... O Brasil vai produzir comida de porco para a China e importar comida para a população. Então senhores, menos ufanismo quando falarem que o Brasil vai alimentar o mundo. Isso é mentira, Não alimentamos nem nosso próprio povo. Não se iludam. O liberalismo do ministro Paulo Guedes é assim e será implementado em vários setores. Poderíamos poder importar políticos da Dinamarca e Noruega também. Se isso continuar, Bolsonaro estará aplicando um estelionato eleitoral, assim como a Dilma. Não foi por isso que votei nele. Ninguém do setor agrícola votou nele por isso. Queremos o fim desta droga de Mercosul, que manda para o Brasil trigo e farinha barato em troca de geladeira. Se for para liberar a entrada de produtos agrícolas, que tenhamos a mesmas condições dos países que estão exportando. Começo triste de um governo que trouxe tanta expectativa positiva.

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    • DALZIR VITORIAUBERLÂNDIA - MG

      Carlos..acho o o borsanada ate tem boas intenções...mas estabfora da luta neste momento...a ministra da agricultura e que fraca..incompetente..e não tem estrutura pessoal pra resolver...ou seja um pau mandado inoperante...e olha que ctitiquei o borsanada...mas a ministra não serve...foi muito mal escolhida..pra ser secretaria da agricultura de Palmitinho no rio grande...perola doeste no Paraná...Vargeão em SC...canaplois em minas..ela leva jeito..

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