CNA avalia como positivas as resoluções do CMN para o setor lácteo

Publicado em 01/03/2021 15:59 e atualizado em 01/03/2021 17:56 105 exibições

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou que as Resoluções n°4.890/2021 e 4.896/2021 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicadas na última sexta (26), atendem boa parte do pedido apresentado pela CNA ao Governo Federal para o enfrentamento da crise do setor lácteo.

No início do mês, a CNA levou à Câmara Setorial de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) uma lista de propostas para conter a crise do setor de lácteos no País.

“As medidas de apoio à bovinocultura de leite tem como objetivo auxiliar na mitigação dos impactos da crise no setor, em função dos elevados custos de produção e queda no preço do leite”, afirmou a CNA em Comunicado Técnico publicado na segunda (1º).

Uma das medidas é a concessão de crédito de custeio com prazo de até dois anos para retenção de matrizes bovinas de leite. No documento, a Confederação afirma que “a ampliação de crédito de custeio para a categoria é essencial nesse momento de redução de margens da atividade”.

O CMN também autorizou o Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP) para beneficiamento ou industrialização de leite, com limite de crédito de até R$ 65 milhões, taxa de juros de 6% ao ano e prazo de reembolso de até 240 meses.

O FGPP tem como beneficiários indústrias e cooperativas que utilizam o recurso para estocagem ou beneficiamento de produtos lácteos. “A medida é de suma importância no atual contexto de alta oferta interna de leite e menor consumo doméstico, pois ajuda a absorver o excedente de mercado”, justifica a CNA.

Produtores e empresários têm até o dia 30 de junho de 2021 para contratar o crédito de custeio e o Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP).

Em fevereiro, a CNA levou ao Ministério da Agricultura uma série de propostas para enfrentar a crise no setor lácteo.

Leia o Comunicado Técnico da CNA na íntegra:


Por:
Aleksander Horta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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