ABCB projeta avanço do mercado de derivados do leite de búfala com compra da Levitare pela Tirolez
A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) vê com otimismo a compra da indústria líder paulista na produção de queijos bubalinos Levitare pela Tirolez. A companhia, com 45 anos de operação e fabricação concentrada em produtos de leite de vaca, agora agregará 50 itens de búfalas nas suas operações comerciais.
O presidente da ABCB, Simon Riess, afirma que o interesse de um grande player como a Tirolez em um laticínio do porte que a Levitare tem nos mercados nacional e sulamericano só mostra o que o búfalo tem conquistado de espaço. “E, obviamente, a Tirolez entrando nesse mercado juntamente com a Levitare, teremos uma expansão de divulgação dos produtos bubalinos muito maior”, projeta. Simon aposta que a divulgação dos produtos de búfalas conseguirá chegar em mais localidades dentro do território nacional, o que ajudará também na cadeia como um todo alavancando a produção, vendendo mais produtos e estimulando assim a cadeia a produzir mais leite de búfala.
Na mesma linha, o proprietário da marca Levitare, Jorge Nakid, constata um crescimento do mercado bubalino, mas vê espaço para um avanço ainda maior. “É uma tendência de mercado, você vê as empresas se juntando, começou com a Ambev, depois Sadia, Perdigão, Unidas e Movidas, no ramo automobilístico, então é uma tendência das empresas em um mercado cada vez mais desafiador”, constata.
Sendo assim, Nakid explica que a idéia foi se juntar com a Tirolez, uma empresa que é líder de mercado, com a mesma característica da Levitare, uma empresa também familiar e que preza muito por qualidade. “E eu acho que vai ajudar a alavancar muito o mercado de búfala. É uma organização que tem condições de investir, de fazer propaganda maciça, tem uma capilaridade muito grande em nível nacional, muitos funcionários, uma empresa que esse ano deve faturar quase R$2 bilhões. A ideia, portanto, é juntar essas forças e eu creio que toda cadeia vai ganhar, vamos todos falar mais sobre o consumo de produtos de búfala. Eu acho que é um mercado que vai ampliar bastante”, projeta.
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