BR 163: fronteira do MT/PA fechada enquanto não desafoga o congestionamento de carretas rumo aos portos do Arco Norte

A fronteira de Mato Grosso com o Pará, nos trechos que dão acesso à BR 163, paralisada há cinco dias pelas chuvas e congestionamentos, amanheceu fechada para o tráfego de carretas neste domingo (3). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já efetuam os bloqueios em Santa Helena e Guarantã, e os agentes do mercado exportador e logístico estão sendo avisados.
“Era preciso fazer essa operação, para dar vazão aos poucos dos caminhões que estão parados e que estão sendo liberados em comboios de 100”, informou Edeon Vaz Pereira, presidente do Movimento Pró-Logística (MPL), que participou da reunião com as autoridades.
Segundo disse há pouco ao Notícias Agrícolas, as tradings também estão avisadas para travarem as cargas antes da divisa do MT. Até porque, como também falou Agamenon da Silva Menezes, presidente do Sindicato Rural de Novo Progresso, a cidade paraense porta de entrada para o trecho mais crítico da BR 163, “o município está entupido de carretas e não há estrutura para dar atendimento”.
Seriam mais de 300 carretas com soja estacionadas ao largo da cidade.
A situação, de acordo com o presidente do MPL, deve estar normalizada até terça-feira, diante do ritmo das ações que o Denit e a PRF estão desenvolvendo, auxiliando os caminhoneiros a subirem os trechos de serra. As chuvas deram uma trégua.
“Um solzinho aqui já basta”, diz com otimismo Silva Menezes, lembrando o que o Notícias Agrícolas já havia noticiado: a argila daquela área não favorece atolamentos e sim deixa o solo liso, fazendo os veículos patinarem.
Assim, com esse tipo de solo, a secagem é mais rápida.
Brigas
O presidente do Sindicato Rural de Nova Progresso acentua ainda que a cidade está mobilizada para levar ajuda aos caminhoneiros. “Há relatos de brigas entre eles e até esfaqueamentos”, disse, justamente por aquilo que está sendo criticado por quem conhece a região.
Ao andarem em filas duplas, sem respeitarem a ordem de trafegarem em fila indiana, a situação se agravou, bloqueando os resgates e socorros e estendendo por mais tempo a liberação da estrada.
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