Porto de Paranaguá carrega soja normalmente após caso de Covid-19 em navio

Publicado em 27/05/2020 12:42 e atualizado em 27/05/2020 14:12 331 exibições

LOGO REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - As operações de carregamento de grãos e outros produtos no porto de Paranaguá (PR) ocorriam normalmente nesta quarta-feira, após um caso de Covid-19 em um navio que carregava soja paralisar as operações no berço 214 por 24 horas, desde segunda-feira.

Foi o primeiro caso de Covid envolvendo um membro de tripulação nos portos do Paraná. O berço que foi paralisado tem capacidade de carregar ao menos 40 mil toneladas de soja por dia.

A situação lembrou o mercado das preocupações logísticas decorrentes da pandemia. Até o momento, contudo, as exportações do Brasil não vêm sendo prejudicadas de forma material, com o setor de soja registrando embarques recordes mensais. Para maio, são esperados novos volumes expressivos na exportação.

A administração dos Portos do Paraná informou ainda nesta quarta-feira que, após avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no início da noite de terça-feira (26/05), o berço 214 foi liberado para operar normalmente, conforme informou a Reuters na véspera.

No local, o Navio Elena está atracado e carrega soja desde a 1h desta quarta-feira, disse o porto em nota.

As operações no berço de atracação 214, destinado preferencialmente aos embarques de granéis de exportação, ficaram paralisadas da noite da última segunda-feira até o início da madrugada desta quarta-feira.

Isso ocorreu após a tripulação do navio Mv Clymene, de bandeira maltense, que carregava soja no local, informar que um dos integrantes (de origem filipina) precisava de atendimento médico, por suspeita de infecção pelo novo coronavírus, que veio a ser confirmada após exame.

O tripulante segue internado no Hospital Paranaguá e seu quadro de saúde é estável. Todos os demais tripulantes foram testados pela Anvisa e seguem a bordo --não havia informações sobre os resultados dos testes.

Liberado para desatracação pela Anvisa após a confirmação do caso de Covid, o Mv Clymene está fundeado no interior da Baía de Paranaguá (Área 62), onde deverá permanecer em quarentena até nova determinação da agência de vigilância sanitária.

De acordo com o porto, antes de desatracar, o Mv Clymene foi carregado com cerca de 35 mil toneladas de soja, e ficou faltando pouco mais de 27 mil toneladas para o carregamento ser concluído. Agora, a embarcação terá que aguardar orientação da Anvisa.

O porto de Paranaguá lembrou que, pelo protocolo sanitário, nenhum tripulante de navio vindo do exterior está autorizado a desembarcar antes do prazo de 14 dias da chegada ao primeiro porto brasileiro.

(Por Roberto Samora)

Nota de esclarecimento

A Portos do Paraná informa que, após liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), no início da noite da última terça-feira (26/05), e reforço na limpeza e varrição da área do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, o berço 214 foi liberado e opera normalmente. No local, o Navio Elena está a atracado e carrega soja desde à 1h desta quarta-feira (27/05).

O berço de atracação 214, destinado preferencialmente aos embarques de granéis de exportação, ficou paralisado por cerca de 24 horas - da noite da última segunda-feira (25) até ontem (26) - após a tripulação do navio MV CLYMENE, de bandeira maltense, que também carregava soja no local, informar que um dos integrantes (de origem filipina) precisava de atendimento médico, por suspeita de infecção pelo novo Coronavírus.

O rapaz foi atendido e encaminhado ao Hospital Paranaguá. Ele segue internado e estável. Todos os demais tripulantes foram testados pela Anvisa e seguem a bordo. Liberado para desatracação, o navio MV CLYMENE fica fundeado no interior da Baía de Paranaguá (Área 62), onde deverá permanecer em quarentena até nova determinação da Anvisa.

A empresa pública reforça que segue medidas rigorosas de controle sanitário e saúde. Nenhum tripulante de navio vindo do exterior está autorizado a desembarcar nos portos de Paranaguá e Antonina antes do prazo de 14 dias da chegada ao primeiro porto brasileiro.

A atracação só é feita após a emissão do Certificado de Livre Prática, pela Anvisa, o que aconteceu na chegada do navio à baía de Paranaguá - no último dia 5. Além disso, sob qualquer suspeita, a autoridade portuária tem a prerrogativa de paralisar a operação, como forma de proteger os trabalhadores portuários envolvidos.

Este é o primeiro caso registrado nos portos paranaenses, desde o início da pandemia, em janeiro.

Informações sobre o protocolo de saúde adotado, assim como sobre resultados dos testes e contra provas devem ser solicitadas à autoridade sanitária (ANVISA).

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa
Portos do Paraná – Autoridade Portuária

Tags:
Fonte:
Reuters

0 comentário