Paralisação realizada por indígenas na BR-163 já afeta setor de grãos, diz Abiove

Os protestos realizados por indígenas kayapós, que bloquearam o km 302 da BR-163 por diversas vezes desde segunda-feira, já afetam o setor de grãos por impedir o transporte de lotes de produção rumo ao Arco Norte, disse a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) nesta quinta-feira.
Segundo comunicado da entidade, os estoques do complexo soja e de milho na região do Porto de Miritituba (PA) ainda garantem os volumes de exportações previstos para os próximos dias, mas a interrupção do tráfego na rodovia está inviabilizando o transporte da produção, já que os transportadores estão se recusando a fazer o serviço em função da ausência de previsão sobre o fim da paralisação.
Com isso, a Abiove reivindica a atuação do governo federal, por meio do Ministério da Casa Civil, para identificar uma solução que libere definitivamente a pista.
"Caso isso não aconteça, as consequências futuras serão o desabastecimento em Miritituba e as dificuldades relacionadas ao recebimento de insumos importados, como combustíveis e fertilizantes, que são fundamentais para os preparativos para o plantio na região que ocorre nos meses de setembro e outubro", acrescentou a associação.
+ Indígenas fazem novo bloqueio à BR-163; paralisações afetam setor de grãos
1 comentário
Estreito de Ormuz permanecerá fechado a menos que EUA atendam às condições do Irã, diz autoridade iraniana
Nível de rios na região Norte está recuando de forma preocupante, alerta diretor da Aneel
Vetos à Lei do Frete ampliam custos, burocracia e insegurança jurídica para o setor produtivo
Tráfego marítimo no Golfo Pérsico diminui após houthis afirmarem ter atacado petroleiro saudita
Dois superpetroleiros saem do Estreito de Ormuz, tráfego continua escasso
Navegação no porto de Santos volta ao normal após suspensão por vendaval
Guilherme Frederico Lamb Assis - SP
Nos futuros projetos de logísticas precisam incluir esse fator de risco no planejamento ("Paralisação realizada por indígenas") e colocar os projetos a uma distancia segura dos índios.