Os números e a ciência por trás do coronavírus
Num momento em que todos estão voltados aos efeitos e impactos da COVID-19, pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves analisaram os dados oficiais disponíveis usando ferramentas de modelagem epidemiológica, para obter inferências sobre a evolução e a possível duração da pandemia. O objetivo, de acordo com o pesquisador Arlei Coldebella, um dos autores, foi o de contribuir com informações numéricas, objetivas e fundamentadas para o trabalho dos formuladores das políticas de enfrentamento e dos tomadores de decisões. “Com dados é possível estimar matematicamente o impacto das ações de enfretamento da COVID-19 na mortalidade e também em outros indicadores socioeconômicos”, explica o pesquisador.
O estudo foi publicado na plataforma Agropensa, juntamente com os demais documentos que estão subsidiando o Grupo de Trabalho de Cenários - Covid & Agro, e pode ser consultado aqui.
Os pesquisadores utilizaram um método básico neste estudo, que é o modelo SIR – Suscetíveis, Infectados e Removidos (pessoas que se recuperam ou morrem), conhecido na literatura epidemiológica para averiguar a dinâmica da epidemia. Os autores realizaram uma simulação para populações de dois tamanhos, com mil e cinco mil habitantes. Também utilizaram número de reprodução básico (R0) de 2 e 3, que, segundo eles, podem muito bem representar a velocidade de infecção da COVID-19 (estimado em 2,43 para os dados da China).
Como exemplo do uso da metodologia, a equipe de pesquisadores mostra os dados de quatro municípios, sendo dois no Rio Grande do Sul (Passo Fundo e Erechim) e dois em Santa Catarina (Chapecó e Concórdia), com o objetivo de estimar a evolução da epidemia nestas localidades.
O documento foi elaborado pelos pesquisadores Arlei Coldebella, Luizinho Caron e Dirceu Talamini e traz dados recentes e oficiais até o dia 20 de maio.
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