Milho: EUA deverão aumentar sua área na próxima safra depois de perdas com a seca

Depois da seca que provocou uma séria redução da produção de milho no país, porém, professor da Universidade de Iowa, afirma que a produção de etanol não será prejudicada.
Publicado em 26/09/2012 12:10

Durante o painel Agribusiness do Futuro, no Global Agribusiness Forum, que acontece em São Paulo nesta quarta-feira (26), o diretor-executivo  do Center for Agricultural and Rural Development da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, o professor Bruce Babcock, afirmou que o cenário futuro para o mercado do milho é bastante positivo.

Segundo Babcock, no próximo ano, os Estados Unidos deverão plantar uma área ainda maior com o cereal, depois de a produção norte-americana ter sofrido uma séria quebra em função da seca que castigou o Corn Belt na atual temporada - 2012/13, como forma de tentar uma recuperação e também para aproveitar o bom momento dos preços.

As perdas nos EUA superaram as 100 milhões de toneladas e isso provocou uma severa baixa nos estoques mundiais de milho e estimulou uma forte alta dos preços tanto no mercado internacional quanto no mercado interno, inclusive brasileiro. Os futuros do grão negociados na Bolsa de Chicago superaram os recordes já registrados e alcançaram patamares historicamente altos.

O impacto direto dessa baixa da produção e, consequentemente, da alta dos preços, vem sido sentido mais seriamente na produção de carnes, haja visto que o milho é a base para a ração de animais. O cenário preocupante foi confirmado por Babcock. "A avicultura e a produção de leite e derivados será seriamente prejudicada por conta da falta de produto e dos altos preços. A produção de gado também sofre e o setor nos EUA enfrenta alguns dos piores anos da história", completou o professor.

Por outro lado, Babcock afirma que mesmo com essa expressiva baixa na colheita norte-americana de milho, a produção de etanol do país não deverá ser reduzida ou prejudicada.

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