Milho: Com problemas logísticos, Brasil atrasa entregas a países asiáticos

Publicado em 21/11/2012 16:39 e atualizado em 21/11/2012 18:00 1204 exibições
Cerca de 1 milhão de toneladas de milho de setembro e outubro têm embarques atrasados
O grande volume de embarques do milho brasileiro já começa a se refletir em atrasos nas entregas. De acordo com a consultoria russa APK operadores de mercado asiático têm procurado milho norte-americano em detrimento do cereal brasileiro em função da demora para chegada do grão. Segundo a APK recentemente os atrasos teriam ocorrido em negócios com Taiwan (420 mil toneladas) e resultaram na compra de 900 mil toneladas de milho americano pelo Japão de forma emergencial.

No entanto, segundo informações do consultor de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, não há perdas em embarques de milho brasileiro, mas sim grandes atrasos nas entregas para Japão e Coréia do Sul. “Cerca de 1 milhão de toneladas de milho de setembro e outubro estão atrasadas. Produto de setembro está sendo entregue em novembro”, afirma.

Segundo Molinari, não há problemas nos portos, mas a logística brasileira tem prejudicado entregas.

Apesar disso, as exportações do milho brasileiro devem se manter elevadas até março do próximo ano. Últimas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que embarques do cereal podem chegar a 19 milhões de toneladas até junho de 2013. No Porto de Santos, saca do cereal é negociada com preços em torno de R$36.

Segundo informações da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) entre janeiro e outubro deste ano somente no Porto de Paranaguá foram embarcadas 3,05 milhões de toneladas, o que corresponde a US$790 milhões.

Com oferta atualmente restrita ao Brasil e EUA - uma vez que a Argentina não possui mais milho e soja para exportação este ano - Molinari afirma que produtor deve aproveitar momento para travar preços da segunda safra de milho. “É importante para safrinha aproveitar movimento de alta dos próximos 90 dias no mercado internacional”, garantindo assim bons preços, independentemente da continuidade ou não das exportações brasileiras no ritmo atual em 2013.

Tags:
Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário