Produção de milho nos EUA pode alcançar recorde mesmo com ritmo de plantio lento, diz Conselho de Grãos

Publicado em 20/05/2013 15:12 812 exibições

Mesmo após as fortes chuvas nos EUA e o atraso no plantio da safra de milho, o Conselho de Grãos do país afirmou que a produção norte-americana pode atingir um recorde em ganhos de rendimento este ano.

De acordo com Kevin Roepke, gerente de um trade global, com chuvas normais, a tendência de rendimento da colheita pode chegar a 172,52 sacas por hectare, o que mantém elevada as expectativas para a produção. No entanto, para este ano, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) estima que a produção vá subir para um máximo histórico de 359,2 milhões de toneladas métricas, com uma média de rendimento de 167,22sacas/ha. Enquanto que, no último ano (2012), o rendimento foi de 130,6 sacas, quando a cultura sofreu com a pior seca desde 1930.

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago começam a registrar alguma recuperação após quatro meses, desde que USDA afirmou que cerca de 28% da safra foi plantada a partir do dia 12 de maio. Ainda segundo o USDA, esse é o ritmo mais lento para a 19ª semanade plantio desde 1980. Porém, o progresso do plantio pode ultrapassar a previsão do governo de 39,37 milhões de hectares de área plantada. "Temos biotecnologia, híbridos, e temos a agricultura de precisão indo tão bem, que agora podemos produzir grandes colheitas de forma muito eficiente, muito sustentável e em menos hectares", disse Roepke. 

Em um relatório divulgado no dia 17 de maio, após um levantamento feito com produtores e representantes da indústira, a Informa Economics disse que os agricultores norte-americanos podem vir a plantar 39,19 milhões de hectares, menos do que o estimado em 22 de março, que eram 39,56 milhões de hectares. “Se as condições meteorológicas continuarem favoráveis, ainda podemos ter uma safra recorde, independentemente no nosso lento ritmo de plantio. Não é tarde demais, a maior variável é o rendimento, completou Roepke.

Com informações da agência internacional Bloomberg.

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Por:
Paula Rocha
Fonte:
Notícias Agrícolas

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