Milho: Mercado realiza lucros e maio perde patamar de US$ 5,00 por bushel

Publicado em 02/04/2014 12:52 513 exibições

Depois das altas expressivas dos últimos dois pregões, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam do lado negativo da tabela nesta quarta-feira (2). Por volta de 12h50 (horário de Brasília), as principais posições exibiam perdas entre 12,25 e 16,25 pontos. O vencimento maio/14 era negociado a US$ 4,91 por bushel. 

De acordo com informações divulgadas pela agência internacional Bloomberg, o contrato maio/14 da commodity recuou 0,9%, para US$ 5,03 por bushel nesta quarta-feira, após atingiram o patamar de US$ 5,12 na última sessão, maior valor desde julho. Segundo analistas, os investidores realizam lucros após os ganhos expressivos das duas últimas sessões.

Apesar do recuo nas cotações, os fundamentos para o mercado de milho ainda são positivos. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou no início desta semana que, a área cultivada com o milho na próxima safra 2014/15 deve apresentar uma redução e totalizar 37,11 milhões de hectares. Os estoques trimestrais também ficaram abaixo das expectativas do mercado e somaram, até 1º de março, 177,96 milhões de toneladas.

O analista de mercado da New Agro Commodities, João Pedro Corazza, afirma que a demanda internacional permanece forte e a tendência é que as cotações futuras na Bolsa de Chicago se sustentem acima dos US$ 5,00 por bushel. 

Em contrapartida, a demanda pelo milho dos EUA segue bastante aquecida. Nas últimas semanas, o USDA tem anunciado números elevados para as vendas semanais. E até 27 de março, as vendas ficaram em 1.327.575 toneladas. Número acima do reportado na semana anterior, de 1.150.102 toneladas (número revisado).

Além disso, as vendas de milho no Brasil e na Argentina estão mais lentas. Diante da quebra na safra de verão e incertezas em relação à safrinha, os produtores brasileiros ainda adotam uma postura mais cautelosa no momento da comercialização. Já na Argentina, os problemas internos e cambiais dificultam as vendas.

Outro fator que também influencia os preços futuros em Chicago são as previsões climáticas para os Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas mais baixas e chuvas em importantes regiões do cinturão produtor norte-americano, cenário, que se confirmado, pode atrasar o plantio da temporada 2014/15. Ainda de acordo com informações da Bloomberg, há previsão de chuvas para regiões no Kansas, Oklahoma e Texas nos próximos dias. 

BMF&Bovespa

Já os futuros do milho negociados na BMF&Bovespa trabalham do lado positivo da tabela nesta quarta-feira. As cotações futuras dão continuidade às altas registradas no pregão anterior. A redução de oferta no mercado, uma vez que a logística e os produtores estão voltados para a comercialização da safra, juntamente com as preocupações em relação à safrinha dão suporte aos preços.

As exportações do milho brasileiro estão mais lentas e, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, os embarques do produto somaram 577,7 mil toneladas em março, com média diária de 30,4 mil toneladas. Entre os meses de fevereiro e março, houve uma queda de 42,8% no volume exportado.

Por outro lado, no mercado interno, os preços seguem praticamente estáveis em importantes regiões. Em Campinas (SP) CIF, a saca é negociada a R$ 32,00 nesta quarta-feira, já em Campo Mourão (PR), o valor é de R$ 27,00. No MT, em Campo Novo do Parecis, o valor é de R$ 20,50, em Cristalina (GO), a saca é comercializada a R$ 26,00.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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