Milho: Em Chicago, preços registram ligeira queda nesta 2ª feira

Publicado em 21/04/2014 11:12 260 exibições

Nesta segunda-feira (21), os futuros do milho operam com leve baixa na Bolsa de Chicago. Os principais vencimentos perdiam, por volta das 10h50 (horário de Brasília), entre 3,25 e 4 pontos e todos operavam abaixo dos US$ 5,00 por bushel. O contrato maio era negociado a US$ 4,91. 

Segundo analistas, o mercado internacional do cereal é pressionado pelas previsões de uma melhora no clima dos Estados Unidos, o que poderia favorecer os trabalhos de plantio da nova safra norte-americana. No início da janela de semeadura, as principais regiões produtoras do país sofreram com baixas temperaturas e até mesmo a incidência de neve.  

Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza seu boletim de acompanhamento de safra e traz qual o percentual de área já está plantado no país.  Até o dia 13 de abril, a semeadura atingiu o patamar de 3%. 

Veja como o mercado fechou na última quinta-feira:

Milho: Diante da previsão de clima favorável nos EUA, preços fecham em queda e alcançam o menor patamar em duas semanas

Por Fernanda Custódio

Nesta quinta-feira, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o pregão do lado negativo da tabela. Em dia de volatilidade, as cotações até esboçaram uma reação, mas ao longo das negociações e recuaram e encerraram o dia com perdas entre 2,25 e 3,00 pontos. Os vencimentos atingiram o menor patamar em duas semanas e o contrato maio/14 fechou o pregão cotado a US$ 4,94 por bushel.

Durante o pregão, o mercado foi pressionado pelas previsões climáticas indicando uma mudança no padrão de clima. De acordo com o analista de mercado, Stefan Tomkiw, para os próximos dez dias, a previsão ainda é de um clima mais frio e úmido.

Entretanto, os mapas meteorológicos mais longos já apontam uma reversão nessa tendência, com possibilidade de temperaturas mais altas em partes do Meio-Oeste norte-americano. Segundo informações da agência internacional Bloomberg, as temperaturas mais quentes deverão permitir o avanço do plantio nas próximas duas semanas, que até o dia 13 de abril atingiu o patamar de 3%, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

"Com isso, a expectativa, é que o plantio da safra 2014/15 ganhe ritmo. Vamos ter o mercado especulando com o clima e, consequentemente, com o desenvolvimento das lavouras, então teremos muita volatilidade pela frente", explica o analista. 

Ainda nesta quinta-feira, o departamento divulgou os números de exportações semanais de milho. Para a safra 2013/14, as exportações totalizaram 601.900 toneladas na semana encerrada no dia 10 de abril. Na última semana, o volume reportado foi de 658.700 toneladas. Ainda na visão dos analistas, os números limitaram as perdas na sessão em Chicago.

Já para a safra 2014/15, o órgão anunciou as exportações em 192.600 toneladas no mesmo período. O número está bem acima do reportado anteriormente, de 58.000 toneladas. O principal destino do milho norte-americano foi o Japão, com 141.800 toneladas.

Apesar desse cenário, os fundamentos de oferta e demanda são positivos aos preços do cereal, conforme explicam os analistas. Frente a demanda aquecida, hoje, o USDA divulgou a venda de 125.000 toneladas de milho para a Coreia do Sul, há uma projeção de redução na área cultivada nos EUA na safra 2014/15.

Mercado interno

Durante a semana, os preços do milho permaneceram estáveis no mercado interno em diversas praças no país. Já as vendas da produção seguem lentas. Em importantes regiões produtoras, os agricultores capitalizados seguram às vendas à espera de preços melhores.

Diante das incertezas da safra brasileira e também nos Estados Unidos, os produtores acabam adotando uma postura mais cautelosa no momento da negociação. A perspectiva inicial é que a safra do Brasil, somando primeira e segunda, fique abaixo da projeção da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento), de 75,5 milhões de toneladas. Situação decorrente da redução na área cultivada, já que, em ambas as safras, a cultura perdeu espaço para outras culturas, como é o caso da soja.

Na caso da safrinha, a situação é ainda mais preocupante, uma vez que, devido aos baixos preços obtidos no ano anterior, os agricultores optaram por fazer uma safrinha mais barata e reduziram os investimentos em tecnologia e adubação. Além disso, é preciso ressaltar que boa parte da segunda safra foi semeada fora da janela ideal em função das condições climáticas adversas. 

Outra situação que também preocupa os produtores e pode reduzir a produtividade das lavouras é o ataque das pragas. Em algumas localidades, os produtores relatam os problemas com as lagartas, falsa-medideira e Helicoverpa. Já em outras, o percevejo barriga verde tem deixado os agricultores apreensivos e aumentado os custos de produção.

Paralelo a esse quadro, há a perspectiva de aumento no setor de rações, entre 5% a 10%. Com isso, a expectativa dos analistas é que os preços do cereal se mantenham em patamares mais elevados do que os registrados no ano passado. E que os produtores ainda tenham boas oportunidades para negociar a produção de milho.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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