Milho: Condições climáticas favoráveis nos EUA pesa e mercado opera em queda na CBOT
As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam do lado negativo no pregão desta segunda-feira (9). Por volta das 9h23 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam perdas entre 6,25 e 7,50 pontos. O contrato julho/14 era negociado a US$ 4,52 por bushel.
Os preços voltaram a cair após buscar uma recuperação na última sexta-feira, impulsionados pela demanda pelo cereal norte-americano. Entretanto, de acordo com informações divulgadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, as cotações são pressionadas pelas especulações de que a demanda pelo produto dos EUA poderá diminuir, uma vez que a China reduziu as compras de um ingrediente da ração feita a partir do grão, o DDGS. As importações foram interrompidas, pois o governo do país considera que o DDGS tenha um alto risco de conter o MIR 162, variedade geneticamente modificada de milho não aprovada pela nação asiática.
Além disso, as previsões climáticas continuam favoráveis ao desenvolvimento da cultura nos EUA. Segundo o último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o dia 1º de junho, cerca de 76% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições. O departamento deve divulgar novo boletim no final da tarde desta segunda-feira.
Diante desse cenário, a expectativa é que o país colha uma safra recorde na próxima safra. A projeção do USDA é de 353,97 milhões de toneladas de milho, no entanto, a perspectiva dos participantes do mercado é que esse número possa ser ainda maior. Na próxima quarta-feira (11), o departamento norte-americano deverá apresentar novo boletim de oferta e demanda.
Veja como fechou o mercado na última sexta-feira (9):
Milho: Demanda dá suporte e mercado fecha sessão com alta de dois dígitos em Chicago
Na sessão desta sexta-feira (6), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o dia com altas de dois dígitos. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity ampliaram os ganhos e encerraram o pregão com altas entre 10 até 12 pontos. O contrato julho/14 era cotado a US$ 4,59 por bushel, valorização de 2,2%.
O mercado buscou uma recuperação após acumular perdas expressivas durante a semana, na qual, as cotações atingiram o menor patamar das últimas 13 semanas. A demanda aquecida pelo produto norte-americano impulsionou os preços do cereal em Chicago.
Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou as vendas para exportação de milho referente à safra 2013/14 em 550.700 mil toneladas até o dia 29 de maio. O número representa uma queda de 5% em relação à semana anterior, porém uma alta de 39% sobre a média das últimas semanas. Para a safra 2014/15, as vendas totalizaram 19.600 toneladas.
Além disso, com as cotações em patamares mais baixos, há o maior interesse de compra por parte dos investidores, conforme destaca a analista em agronegócio da Céleres Consultoria, Aline Ferro. Nas últimas semanas, as condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras dos EUA têm pressionado as cotações futuras.
De acordo com informações da agência internacional de notícias, Bloomberg, com as previsões de chuvas no país, a perspectiva é que a safra norte-americana seja recorde nesta safra. Segundo pesquisa realizada pela Bloomberg News, a produção de milho norte-americana deverá totalizar 354,07 milhões de toneladas na safra 2014/15.
No último relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a safra foi projetada em 353,97 milhões de toneladas. O órgão irá divulgar novas estimativas no dia 11 de junho. Já os estoques mundiais deverão somar 182,2 milhões de toneladas, ainda segundo pesquisa da agência. A projeção do USDA para os estoques globais é de 181,73 milhões de toneladas.
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