EUA adiam as vendas de milho barato

Publicado em 05/11/2014 07:43 115 exibições

Mesmo com redução na área plantada, colheita do milho é histórica nos Estados Unidos e atinge 367,68 milhões de toneladas. Trabalhos de campo estão na reta final. Capitalizados após uma sequência de safras lucrativas nos últimos anos, os Estados Unidos têm combatido os preços baixos segurando as vendas. 

No momento em que a colheita da safra 2014/15 entra na reta final no país, a comercialização de grãos no mercado físico norte-americano fica restrita à soja, apurou a Expedição Safra 2014/15 durante o roteiro de mais de 2 mil quilômetros que cumpriu pelo Corn Belt na última semana. Apesar de ter perdido quase um terço de seu valor no pior momento do ano, a oleaginosa ainda tem preços mais remuneradores que os do milho, que já não cobrem os custos de produção no país.

A estratégia tem beneficiado o Brasil, que acumula estoques recordes do cereal após dois anos de safras cheias e agora aproveita a oportunidade para desovar seus excedentes no mercado internacional. A resistência dos produtores norte-americanos em se desfazer de sua produção possibilitou ao Brasil sustentar exportações acima da marca das 2 milhões de toneladas num período em que, historicamente, a competição com o produto dos EUA tende a desacelerar os embarques nacionais.

Somente em outubro, 3,18 milhões de toneladas de milho saíram dos portos brasileiros rumo ao exterior – a marca deve ser mantida nos próximos meses. Produtores norte-americanos relataram aos técnicos e jornalistas da Expedição que pretendem segurar o milho em seus armazéns pelo menos até fevereiro, o que poderia ajudar o Brasil a manter suas exportações aquecidas também no primeiro semestre de 2015, a exemplo do que ocorreu nos últimos dois anos.

Leia a notícia na íntegra no site da Gazeta do Povo.

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Fonte:
Gazeta do Povo

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