Milho: Frente ao recuo nas exportações, preços em Chicago diminuem ganhos durante a sessão
Pelo segundo dia consecutivo, os preços do milho na BM&F Bovespa opera do lado negativo da tabela. As principais posições do cereal registram perdas expressivas nesta quinta-feira e, por volta das 12h18 (horário de Brasília), os contratos exibiam desvalorizações entre 1,35% e 1,82%. O vencimento março/15 era cotado a R$ 30,59 a saca, depois de ter atingido o patamar de R$ 32,10 a saca na última terça-feira (16).
Mais uma vez, o mercado do milho acompanha a movimentação do câmbio e registra quedas. Nesta quinta-feira, por volta das 13h20, a moeda norte-americana era negociada a R$ 2,6584 na venda, com perda de 1,6%. De acordo com informações reportadas pelo site G1, a queda é decorrente da redução da tensão com a crise na Rússia, que no início da semana, fez com o câmbio tocasse o nível de R$ 2,75.
Enquanto isso, os participantes do mercado também observam as informações sobre o desenvolvimento da safra brasileira. Além da redução na área cultivada na safra de verão, algumas localidades sofrem com o clima irregular, como é o caso de Ijuí (RS). As estimativas iniciais apontam para uma redução de até 50% na produtividade das lavouras.
Bolsa de Chicago
Ao longo dos negócios desta quinta-feira (18), os futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) reduziram os ganhos. Por volta das 12h59 (horário de Brasília), as principais posições do cereal exibiam ligeiros ganhos entre 1,00 e 1,75 pontos. O vencimento março/15 era cotado a US$ 4,09 por bushel, após ter alcançado US$ 4,13 por bushel.
Apesar das informações de que a China aprovou a importação do DDGs, o que está influenciado positivamento o mercado, conforme os dados dos sites internacionais, o relatório de vendas para exportação veio abaixo do indicado na semana anterior. Até a semana encerrada no dia 11 de dezembro, as vendas ficaram em 693,4 mil toneladas, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
O número representa uma queda de 28% em relação à semana anterior, na qual, o volume ficou 962,8 mil toneladas do grão. Em comparação com a média das últimas quatro semanas, o recuo é de 30%. Destinos desconhecidos foram os principais compradores do cereal norte-americano, com 268,700 mil toneladas, seguido do México, com 159.900 mil toneladas.
Na sessão anterior, as notícias da China foram os grandes suportes para o mercado do cereal. Desde o ano passado, em torno de 1,2 milhão de toneladas do grão foram rejeitadas, por conter o MIR 162, ainda não aprovada pelas autoridades chinesas.
"Todas as instalações de infraestrutura e logística estão em vigor, assim uma grande parte das importações futuras de milho da China será dos EUA", disse Ma Wenfeng, pesquisador sênior da Beijing Orient, em entrevista à Bloomberg. "Os EUA é o maior fornecedor de milho do milho, com qualidade estável", completa.
Paralelamente, os investidores também observam o andamento da safra do cereal no Leste Europeu, assim como, as informações vindas da Rússia. As restrições das exportações russas impulsionaram o mercado do cereal e afetaram as cotações do milho também.
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