Milho: Preços cedem na BM&F com pressão do dólar nesta 4ª feira; CBOT tem estabilidade

Publicado em 16/11/2016 12:28
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Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago vêm devolvendo os ganhos registrados mais cedo e passam a operar em campo negativo na tarde desta quarta-feira (16). As baixas, porém, ainda são bastante tímidas e, por volta de 12h50 (horário de Brasília), variavam de 1 a 1,25 ponto, com o dezembro/16 valendo US$ 3,40 e o março/17, US$ 3,48 por bushel. 

A pressão sobre as cotações, segundo explicam analistas e consultores, segue vindo dos fundamentos desse mercado. A grande safra dos Estados Unidos e mais uma boa evolução da colheita, que já está em fase final no país, continua pesando sobre os preços e limitando as tentativas de avanço das cotações. 

"A safra é grande e os estoques, maiores. A soja poderia até trazer alguma suporte aos preços, mas também de forma limitada", explica Bob Burgdorfer, analista de mercado e editor sênior do portal internacional Farm Futures. Ainda de acordo com informações do site, os relatos que chegam do campo indicam níveis de produtividade mais altos do que a última estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, de 185,52 sacas por hectare. 

Dessa forma, ainda de acordo com Burgdorfer, as expectativas indicam que, mais adiante, em 2017, os futuros do cereal possam vir a ficar ainda mais pressionados em função dessa oferta bastante significativa. "Isso a menos que haja preocupações com as condições de clima para a safra da América do Sul ou até mesmo com a área a ser cultivada pelos EUA na próxima temporada", diz. 

Segundo o consultor internacional Michael Cordonnier, a produção sul-americana de milho deverá ficar entre 118,6 milhões e 134,6 milhões de toneladas, com uma projeção média de 125,3 milhões. O volume é consideravelmente maior do que a temporada 2015/16, de 97,2 milhões. 

BM&F

Na BM&F, os preços do milho trabalham em campo misto na sessão desta quarta-feira  e buscam um direcionamento. E, em determinados vencimentos, sente de forma mais agressiva o recuo do dólar após pregões consecutivos de avanço da moeda americana. Com isso, os contratos novembro/16, janeiro e maio/17 perdiam de 0,13% a 0,235, com o primeiro sendo negociado a R$ 39,50 por saca. Na contramão, o março/17 subia 0,29% para R$ 37,90. 

Ao mesmo tempo, o dólar recuava 0,79%, por volta das 13h25 (Brasília), e era negociado a R$ 3,414 e, de acordo com especialistas, além de uma correção pela qual passa a divisa, há ainda uma volatilidade mais acentuada nos negócios, além de uma intervenção maior do Banco Central brasileiro. Frente a outras moedas emergentes, o dólar operava em alta nesta quarta. 

"O BC previu uma volta volátil do feriado e por isso o leilão de novos contratos de swap tradicional", avaliou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado em entrevista à agência de notícias Reuters.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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