Em Chicago, milho tem nova queda semanal e recua mais de 1,5% com influência da safra americana

Publicado em 11/08/2017 17:50
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Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram mais uma semana negativa. Conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, as principais posições do cereal acumularam desvalorizações de mais de 1,5%. Já nesta sexta-feira (11), os contratos do cereal subiram mais 3 pontos. O setembro/17 encerrou a sessão a US$ 3,60 por bushel, enquanto o dezembro/17 operava a US$ 3,74 por bushel.

De acordo com as agências internacionais, as cotações esboçaram uma reação após as perdas expressivas registradas no pregão de quinta-feira. "Os fundos voltaram às compras depois de vender posições na quinta-feira. Porém, os ganhos não foram suficientes para compensar as perdas", destacou o site Farm Futures.

As cotações do cereal cederam mais de 15 pontos, pressionadas negativamente pelas novas projeções de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que ficaram acima das estimativas dos investidores.

O rendimento das lavouras americanas ficou estimado em 179,6 sacas por hectare, abaixo do reportado anteriormente, de 180,67 sacas por hectare. Porém, a perspectiva do mercado era de um rendimento médio de 175,7 sacas por hectare. A produção ficou em 359,52 milhões de toneladas. Em julho, o número era de 362,1 milhões de toneladas.

"A atenção do mercado agora se volta para o tempo no Corn Belt, com potencial de produção para a soja nos EUA e o milho permanece no ponto chave", disseram analistas do Rabobank em uma nota à Reuters internacional.

As previsões meteorológicas permanecem em grande medida neutras para as culturas no Meio-Oeste. Os mapas ainda mostram chuvas em grande parte das áreas nos próximos dias. As últimas perspectivas, de 6 a 10 dias, são quentes e úmidas para a maioria do Corn Belt, relatou o Farm Futures.

Segundo os últimos mapas do NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país - nos próximos 8 a 14 dias, o cinturão produtor de grãos irá receber chuvas acima da média. No mesmo período, as temperaturas deverão ficar acima da normalidade.

Mercado brasileiro

No mercado brasileiro, a semana foi de ligeiras oscilações nos preços do milho. Ainda de acordo com levantamento do Notícias Agrícolas, em Londrina (PR), a saca subiu 6,06%, com o fechamento da semana a R$ 17,50. Na região de Não-me-toque (RS), a valorização ficou em 2,38%, com a saca a R$ 21,50. Em Assis (SP), o ganho foi de 1,58%, com a saca a R$ 19,30. Já no Porto de Paranaguá, a saca futura subiu 1,89% e fechou a sexta-feira a R$ 27,00.

Por outro lado, em Sorriso (MT), a perda semanal ficou em 4,76%, com a saca de milho a R$ 10,00. Nas demais praças a semana foi de estabilidade. De modo geral, as cotações no mercado doméstico ainda sentem a pressão do avanço da colheita da segunda safra.

Inclusive, nesta quinta-feira, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estimou a produção total de milho em 97,19 milhões de toneladas na temporada 2016/17. Na segunda safra, a perspectiva é que sejam colhidas 66,68 milhões de toneladas do cereal.

Além disso, o mercado também segue atento às operações de apoio à comercialização do cereal. Essa semana, o leilão de Pep (Prêmio para Escoamento de Produto) negociou 93,40% do total ofertado, de 60 mil toneladas do grão. Já o Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural) negociou 100% do total ofertado, de 692 mil toneladas.

Na próxima quinta-feira (17), a entidade oferta mais 240 mil toneladas de milho através do leilão de Pep e 578 mil toneladas do cereal por meio do Pepro.

Enquanto isso, a moeda norte-americana fechou a sexta-feira a R$ 3,1741 na venda, com queda de 0,05%. A movimentação ocorreu "após um dado de inflação mais fraco do que o esperado nos Estados Unidos esfriar as apostas para nova alta de juros no país neste ano", informou a Reuters.

Confira como fecharam os preços nesta sexta-feira:

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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