Milho sai de Chicago nesta terça (15) mais fraco do que entrou, com as boas condições lavouras dos EUA surpreendendo
Desde as operações de overnight os futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) foram ampliando as baixas ao longo do dia, chegando ao final do pregão desta terça (15) com variações de 7,5 pontos no setembro (US$ 3,55) e 7,75 pontos no dezembro (US$ 3,68).
Nada desprezíveis, as perdas retratam o sentimento de que as lavouras americanas conseguiram superar as condições perigosas de até duas semanas atrás, quando o tempo seco e quente se abatia sobre o cereal em geminação ainda em algumas áreas do cinturão do milho.
Assim, o USDA da segunda, semanal, trouxe melhor colocação de desenvolvimento dos campos, recuperando a margem pouca animadora do relatório de produção de agosto, refletido semana passada.
E tanto como informou o Farm Futures, quanto o Agriculture, nos seus boletins de acompanhamento do grupo grãos do CME Group, as previsões climáticas ainda são boas para a próxima semana a começar nesta quarta (16).
Tanto em relação às temperaturas mais amenas, neste forte verão do Hemisfério Norte, quanto em relação às precipitações que virão bem entre as Dakota e Nebraska, por exemplo.
BM&F Bovespa
As operações na bolsa de São Paulo seguiram com as opções sempre no positivo ao longo do dia, sem fugir muito da zona de estabilidade, como é de praxe na BM&F Bovespa.
O setembro vai abrir a quarta (16) a R$ 27,79, tendo variado 1,46%, e o novembro a R$ 28,57, 0,78%.
As exportações estão dando fôlego às altas no mercado futuro brasileiro.
Físico
Nas praças dos principais estados produtores, o milho disponível atravessou mais um dia de poucos negócios. Sorriso estou no Mato Grosso, perdendo mais de 4% no preço da saca, que se já era a mais barata do Estado e do Brasil, ficou ainda mais, voltando aos R$ 10,00.
Nas outras cidades produtoras do estado, as cotações ficaram na média da segunda entre R$ 15,00 e R$ 15,50.
No Paraná também tudo igual como na véspera, somente com Ponta Grossa perdendo mais de 2%, com o milho fechando a R$ 23,00 – um dos mais altos do estado por conta da ausência da cultura no inverno.
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