Vendedores americanos fora do mercado empurram o milho em nova desvalorização em Chicago
Mesmo com um rendimento pouco menor do milho, segundo último relato dos fazendeiros americanos sobre a semana passada, divulgado hoje, o mercado na Bolsa de Chicago (CBOT) ficou mais preso às condições do comércio em geral. E os futuros ampliaram mais os recuos em relação à manhã desta segunda (27).
O dezembro perdeu 3,5 pontos, fechando a US$ 3,38; o março 3,25, a US$ 3,51; e o maio e julho, respectivamente menos 3,25 pontos/US$ 3,60 e julho 3 pontos/US$ 3,68.
Jack Scoville, da Price Futures Group, observou ofertas reduzidas dos produtores em praticamente todas as regiões produtoras dos Estados Unidos. “Ninguém quer vender nesses níveis”, disse, lembrando, ainda, que esse movimento dos vendedores limita os compradores, que não podem deixar a commodity cair mais.
No Farm Futures, foi classificado de “exploração rigorosa dos agricultores”.
Em relação às exportações, os 43,6 milhões de bushels estavam em linha com as expectativas comerciais, mas os compromissos estão 27% atrasados, ao passo que o USDA prevê uma queda menor, de 16%.
E com dólar mais fraco, os investidores venderam milho e comprando ouro como refúgio seguro, também noticiou o Farm Futures.
Em relação à finalização da colheita, se prevê que na maior parte do Corn Belt deve ver apenas precipitação leve de acordo com os mapas para a próxima semana. As previsões oficiais de 6 a 10 e de 8 a 14 dias mostram um turno mais seco, mas as atualizações mais recentes desta manhã são mais secas para as planícies do norte e central
BM&F Bovespa e físico
Negócios fracos marcaram a BM&F Bovespa neste primeiro dia da semana. A notícia de que ainda faltam 8 milhões/t para se atingir a meta de exportações do ano, na expectativa do mercado, mesmo com as boas vendas este mês – deixando um acumulado de 25 mi/t no ano -, parece refletir também uma parada da demanda.
O janeiro ficou sem variação, a R$ 31,56, o mesmo preço da sexta. E o março caiu 0,27%, a R$ 33,50.
No mercado físico, as cotações da saca permaneceram inalteradas, iguais a sexta, mais ou menos em linha com os motivos da trava na bolsa de São Paulo.
Tanto que no Porto não houve nova precificação, permanecendo a saca da commodity em R$ 28,50.
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