Com chuvas na Argentina e ajuste de posições, milho recua nesta 5ª na CBOT depois de seis altas seguidas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho encerraram a sessão desta quinta-feira (28) em campo negativo. Ao longo do dia, as principais posições do cereal ampliaram as perdas e finalizaram o pregão com quedas entre 1,50 e 2,00 pontos. O março/18 operava a US$ 3,52 por bushel e o maio/18 trabalhava a US$ 3,60 por bushel.
Conforme dados das agências internacionais, o mercado exibiu um movimento de correção técnica após seis pregões consecutivos de alta em Chicago. "Com apenas duas sessões de negociação no ano, os investidores provavelmente ajustam suas posições, e aqueles que ganharam dinheiro estão liquidando seus longos contratos", reportou o Agriculture.com.
Paralelamente, o comportamento do clima na América do Sul, especialmente na Argentina permanece no foco dos investidores. "Algumas chuvas oportunas foram reportadas na Argentina no início da semana, principalmente no sul de Buenos Aires até Córdoba", disse o analista de mercado e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.
E as previsões climáticas ainda indicam chuvas na Argentina, embora elas não sejam tão pesadas quanto o esperado anteriormente. "As condições de umidade do solo no país continuam a ser uma preocupação, o que tornará os comerciantes mais interessados em ver o que a previsão está exigindo quando voltarmos do final de semana prolongado na próxima terça-feira (2)", destacou o Agriculture.com.
Por outro lado, os sites internacionais destacam que a fraca a demanda por produtos norte-americanos contribuem para pressionar negativamente os preços. "Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que as vendas de exportação de milho, soja e trigo estão a perder o ritmo em relação ao ano passado", ainda segundo informações do Agriculture.com.
Mercado brasileiro
O dia foi de estabilidade aos preços do milho no mercado doméstico. De acordo com levantamento da equipe do Notícias Agrícolas, em Tangará da Serra (MT), o preço subiu 2,70%, com a saca a R 19,00. Já em Castro (PR), a valorização ficou em 1,72%, com a saca a R$ 29,50.
Assim como em outros mercados, as negociações permanecem lentas diante das festividades de final de ano. Ainda assim, em uma avaliação do ano, as cotações do milho recuaram diante da produção recorde e a recuperação dos estoques nacionais, segundo a Scot Consultoria.
"A desvalorização do produto nesse ano ofereceu boa oportunidade para os setores que utilizam o insumo na ração, tais como avicultura, suinocultura e bovinocultura. Para 2018, a perspectiva é de que a produção brasileira caia 5,7%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que deve colaborar com preços mais firmes que os verificados em 2017", informou a consultoria.
Porém, os amplos estoques ainda deverão limitar as valorizações nos preços, que deverão permanecer abaixo do registrado em 2016, quando houve quebra na safra e forte demanda de exportação, ainda segundo explicou a Scot Consultoria.
Confira como fecharam os preços nesta quinta-feira:
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