Milho tem pregão de volatilidade na CBOT nesta 4ª, mas clima na Argentina ainda dá suporte ao mercado

Publicado em 14/02/2018 17:52 e atualizado em 15/02/2018 08:33
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O pregão desta quarta-feira (14) foi de volatilidade aos preços do milho praticados na Bolsa de Chicago (CBOT). Após iniciar o dia em queda, as principais posições da commodity encerraram a sessão com ligeiros ganhos entre 0,25 e 0,50 pontos. O março/18 era cotado a US$ 3,67 por bushel, enquanto o maio/18 era negociado a US$ 3,74 por bushel.

"Os futuros do milho e da soja firmaram nesta quarta-feira diante das preocupações persistentes sobre o clima seco na Argentina, prejudicando as colheitas à medida que passam por estágios-chave do desenvolvimento", disseram os comerciantes para a Reuters internacional.

"O clima argentino continua sendo uma preocupação fundamental. Os meteorologistas esperam chuvas durante a próxima semana, mas pode ser muito tarde para algumas culturas argentinas", reportou Tobin Gorey, analista da Commonwealth Bank of Australia à Reuters internacional.

De acordo com as projeções das entidades oficiais, a safra de milho no país já apresenta perdas consolidadas decorrentes das adversidades climáticas. E, a perspectiva é que sejam colhidas cerca de 39 milhões de toneladas de milho nesta temporada no país.

"Você vai ter dificuldade em manter os grãos baixos", disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading à Reuters. "Essas previsões de chuva continuam se dissipando quando se aproximam e decepcionam", completa.

Ainda nesta quarta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 123 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos. O volume negociado deverá ser entregue ao longo da campanha 2017/18.

Mercado interno

A quarta-feira foi de ligeiras movimentações aos preços do milho praticados no mercado doméstico. Conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em São Gabriel do Oeste (MS), a alta foi de 7,14%, com a saca do cereal a R$ 22,50.

Na região de Palma Sola (SC), a valorização foi de 1,82%, com a saca a R$ 28,00. Em Assis (SP), a saca subiu 0,73% e terminou o dia a R$ 27,50. No Porto de Paranaguá, a saca futura, para entrega agosto/18, subiu 1,61% e encerrou a quarta-feira a R$ 31,50.

As cotações subiram apesar da forte queda registrada no dólar. A moeda norte-americana encerrou a sessão desta quarta-feira a R$ 3,2274 na venda, com desvalorização de 2,27%. Essa foi a maior perda diária desde 24 de janeiro, quando o câmbio recuou 2,44%.

"A moeda acompanhou a cena externa e a sessão foi marcada pelo baixo volume de negócios após a folga do Carnaval, que manteve os mercados brasileiros fechados por dois dias seguidos", informou a Reuters.

Segundo informações reportadas pelo Cepea, as exportações aquecidas em janeiro e as incertezas quanto ao cultivo da segunda safra de milho têm resultado em pequenas altas nos preços. "No geral, compradores priorizam negociações pontuais, enquanto vendedores estão recuados - muitos vendedores seguem dando preferência para a comercialização da soja", informou em nota.

Confira como fecharam os preços nesta quarta-feira:

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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