Possibilidade de mais frio e chuvas nos EUA levaram o milho para um positivo moderado na CBOT

Mesmo com o Federal Reserve aumentando as taxas de juros dos Estados Unidos, o que poderia tirar recursos de commodities para serem jogados em títulos do governo, os traders de milho da Bolsa de Chicago (CBOT) elevaram os futuros nesta quarta (21) ancorados no clima nas planícies americanas.
O dia abriu em leve queda, mas a virada veio a partir do meio do pregão, com as variações dentro do intervalo de 0,25 a 0,5 ponto. A tela de maio ficou em US$ 3,75 o bushel, o julho a US$ 3,83, o setembro a US$ 3,89 e o dezembro a US$ 3,96.
Segundo notificou o Form Futures, as previsões de precipitação de 5 e 7 dias mostram chuvas abundantes durante o dia 28 de março e também nos EUA centrais nos próximos dias, especialmente no leste do Cinturão do Milho.
E as previsões oficiais de 6 a 10 e 8 a 14 dias, divulgadas ontem, podem significar um clima mais frio do que o normal em grande parte do país durante esse período, com condições mais secas no oeste e no meio-oeste e mais úmidas do que o normal.
O clima desfavorável na América do Sul continua sendo usado pelos agentes.
BM&F
Depois das fortes altas da véspera, quando o maio escalou mais de 4,52%, o movimento dos contratos em São Paulo foram mistos nesta quarta.
O vencimento de maio saiu com realização de lucros, caindo 1,53%, a R$ 38,70, e o julho subiu moderadamente a 0,70%, a R$ 38,20.
Físico
No mercado físico, o preço balcão praticamente não se mexeu nas praças mais relevantes do milho brasileiro. No Mato Grosso, outro dia de estabilidade, sem variação alguma. Sorriso e Primavera do Leste, por exemplo, ficaram respectivamente em R$ 18,00 e R$ 25,00 a saca.
No Paraná, a única variação deu-se em Castro, notadamente pela menor oferta do milho local. Subiu 2,5%, indo a R$ 41,00. Cascavel estacionou nos R$ 31,00.
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