Adubação verde diminui o uso de defensivos agrícolas na cultura do milho
A adubação verde intercalar é uma prática sustentável, que gera renda ao produtor e qualidade às plantações. Os pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, descobriram, por meio de pesquisas, que a adubação serve para a plantação de milho e, nesta cultura, melhora o solo e diminui os danos na espiga causados por pragas. Assim, reduz a utilização de agroquímicos e não é necessário fazer a adubação química e nem a correção do solo.
“No estudo houve um aumento do Ph do solo de 5,6 para 6,0 quando usamos o feijão-de-porco, feijão-mungo e feijão caupi. Isto indica uma melhoria do solo e dispensa o uso de corretivos da acidez, uma vez que o adubo verde já corrigiu”, garantiu Edmilson Jose Ambrosano, pesquisador da Apta.
No Polo Regional de Desenvolvimento dos Agronegócios do Centro-Sul, em Piracicaba, foram realizados estudos pela equipe de Edmilson Ambrosano com cultivos de adubos verdes, em sistemas de plantio direto. A adubação orgânica em cultivar de milho influencia nas características químicas do solo, favorecendo no aumento dos teores de micronutrientes, como o zinco. “Favorecido pela adubação verde, o milho, passou de 7,1 na fase de testes, para 10,2 quando usamos o feijão-mungo e 10,4 quando usamos outra espécie, a mucuna-anã”, destacou o pesquisador.
Ambrosano revelou que a “adubação verde promove, primeiro, um equilíbrio sobre os insetos e doenças e, realizando a prática durante anos, também o equilíbrio do solo. Sendo assim, a prática traz sustentabilidade ao cultivo, dispensando o uso de agroquímicos e adubos químicos”.
Segundo a pesquisa feita pela Apta, o milho orgânico que recebeu o tratamento de adubação verde, em rotação com leguminosas, não precisou de adubação com composto e adubo químicos.
“A adubação verde no milho contribui com a sustentabilidade, a partir do momento em que diminui o ataque de pragas e melhora a fertilidade do solo”, concluiu o pesquisador Ambrosano.
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