Quedas do milho se acentuam em Chicago nesta quinta-feira com investidores cansados de esperar um acordo comercial

Publicado em 07/03/2019 12:18 e atualizado em 07/03/2019 17:54
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Os preços internacionais do milho registram quedas mais acentuadas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo dessa quinta-feira (07). As principais cotações apresentam desvalorizações entre 2 e 2,75 pontos negativos por volta das 11h50 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,60, o maio/19 valia US$ 3,69 e o julho/19 era negociado por US$ 3,78.

De acordo com análise de Tony Dreibus da Successful Farming, mesmo com o presidente Donald Trump assegurando aos repórteres, na quarta-feira, que as negociações comerciais estavam indo bem, e que elas terminarão com um bom acordo ou nenhum acordo, os investidores se cansaram de esperar por um acordo que deveria ser assinado em 1º de março, prazo imposto pela Casa Branca.

Em vez disso, Washington retomou seu prazo e deixou as tarifas em 10%, em vez de aumentá-las para 25% como planejado, devido ao progresso das negociações. O presidente americano e seu colega Xi Jinping, da China, deverão se reunir no final deste mês na Flórida para finalizar um acordo, de acordo com relatos da mídia.

Enquanto isso não acontece, o mercado segue com baixas movimentações nos futuros do milho em Chicago.

O site Barchart aponta ainda que os estoques de etanol de milho americano tiveram uma alta de 24,261 milhões, um aumento de 552 mil barris na última semana, o segundo maior já registrado.

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A bolsa brasileira segue essa tendência internacional e apresenta leves baixas nessa quinta-feira. As principais cotações registravam desvalorizações entre 0,38% e 0,84% por volta das 11h46 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a R$ 42,29, o maio/19 valia R$ 39,52 e o julho/19 era negociado por R$ 35,90.

Segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalize Consulting, a tendência é de que os valores do cereal continuem sustentados, podendo dar ainda melhores oportunidades de comercialização para o produtor brasileiro. O milho brasileiro tem se mostrado bastante competitivo neste momento, com destaque nas vendas para o Irã e demais países árabes.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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