Milho opera em queda pelo segundo dia seguido em Chicago

Publicado em 27/03/2019 12:25 e atualizado em 27/03/2019 17:21
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A Bolsa de Chicago (CBOT) registra quedas nos preços internacionais do milho futuro ao longo dessa quarta-feira (27). As principais cotações registravam desvalorizações entre 3 e 3,75 pontos por volta das 11h59 (horário de Brasília).

O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,73, o julho/19 valia US$ 3,83 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,90.

De acordo com a Agência Reuters, os futuros do milho estendem suas baixas pela segunda sessão consecutiva, juntamente com a soja e o trigo, uma vez que o mercado segue apreensivo com as incertezas sobre o recuo das enchentes americanas e a possibilidade de plantio da safra, além de ainda aguardar novidades sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Segundo Tony Dreibus, analista da Successful Farming, o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do tesouro, Steven Mnuchin, estão indo a Pequim para negociações de alto nível a partir de amanhã. Já o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, deve visitar Washington na próxima semana.

“A boa notícia é que as negociações das próximas duas semanas são uma indicação de que as duas maiores economias do mundo estão tentando acertar um acordo comercial indescritível. A má notícia é que a quantidade de tempo que as negociações decorreram deixou alguns analistas de mercado desconfiados de quando e que tipo de acordo será feito”, diz Dreibus.

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Já a bolsa brasileira apresenta tendência contrária e opera com pequenos ganhos nessa quarta-feira. As principais cotações registravam altas entre 0,06% e 0,87% por volta das 12h20 (horário de Brasília). O vencimento maio/19 era cotado a R$ 37,21, o julho/19 valia R$ 34,51 e o setembro/19 era negociado por R$ 34,75.

A Agrifatto Consultoria aponta que as negociações nos portos brasileiros têm se registrado desaceleradas nos últimos dias, limitando as vendas antecipadas nas regiões onde a matéria-prima se destina para exportação.

E enquanto a perspectiva é de cotações se ajustando pela chegada do milho safrinha no mercado doméstico, no cenário internacional, as atenções voltam-se para a expectativa de área semeada nos EUA.

Neste sentido, a definição da área dependerá do comportamento do clima nas próximas semanas, já que a janela ideal de plantio é encerrada primeiro para o cereal, e se até meados de maio as condições ainda não forem favoráveis para o milho, o foco se volta para a soja.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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