Milho encerra quarta-feira desvalorizado após abrir o dia com grandes altas na Bolsa de Chicago

Publicado em 29/05/2019 17:20 e atualizado em 30/05/2019 09:29
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A quarta-feira (29) chega ao final com leves desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago. As principais cotações registraram quedas entre 1,25 e 2,00 pontos.

O vencimento julho/19 foi cotado à US$ 4,18, o setembro/19 valia US$ 4,28 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,35.

O movimento de queda se dá após as cotações abrirem o dia com grandes atlas, que chegaram ao maior patamar dos últimos três anos.

Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os contratos futuros de milho voltaram a cair hoje, diminuindo a alta da noite para a manhã.

“O hedging de fazendeiros provavelmente foi um dos motivos para a liquidação. Lances mais fracos foram notados em alguns processadores e até mesmo em partes do rio Ohio que tinham sido fortalecidas porque os terminais ainda são capazes de transportar o milho para o Golfo”, diz Knorr.

O analista de mercado da Agrinvest, Eduardo Vanin, aponta que essa recuada nas cotações se dá por dois fatores. O primeiro deles é que as recentes altas deixaram o milho americano muito caro, o que leva para um racionamento da demanda e pode aumentar o nível de estoques nos Estados Unidos.

Além disso, as previsões para o clima americano apontam melhora nas condições para o próximo mês, com temperaturas mais quentes e menos chuva, o que deve propiciar outra oportunidade para os agricultores finalizarem os plantios do cereal.

Apesar dessa queda, a Farm Futures alerta que o potencial para uma produção menor ainda é muito real. A Farm Futures estima que o potencial de produção já está 1,8 bilhão de bushels a menos que a previsão mensal inicial do USDA em 10 de maio. Enquanto o clima no verão será o fator determinante, as probabilidades de um sétimo ano consecutivo de rendimentos acima da média estão diminuindo.

Mercado Interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, nenhuma praça apresentou desvalorização.

As valorizações foram percebidas em Campinas/SP, Castro/PR, Palma Sola/SC, Porto Paranaguá/PR (2,70% e preço de R$ 38,00), Pato Branco/PR, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Jataí/GO, Rio Verde/GO (3,70% e preço de R$ 28,00) e São Gabriel do Oeste/MS (4,00% e preço de R$ 26,00).

Para a XP Investimentos, esse foi mais um dia de poucos negócios e muita volatilidade. O relatório de plantio norte-americano, divulgado ontem (28) pelo USDA, trouxe nervosismo em Chicago. Lá fora, as referências oscilaram em altas significativas e pequenas baixas, após o USDA mostrar um atraso maior do que era esperado pelo mercado.

No Brasil, as colheitas avançam em ritmo adiantado, com produtividade que deve levar a safra a números finais recordes. O Imea aponta 1,28% colhido no Mato Grosso, avanço de 1,02 p.p. na semana e 0,99 p.p. na frente da temporada anterior (17/18). O Deral indica 5,0% no Paraná, também adiantado.  Já nos portos nacionais, tradings trabalham para equalizar a alta volatilidade de Chicago e cambial via prêmios.

Confira como ficaram as cotações nessa quarta-feira:

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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