Bolsa de Chicago tem 2ªfeira de mudanças de direção e milho fecha o dia em baixa

Publicado em 03/06/2019 16:57 e atualizado em 04/06/2019 09:29
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Expectativa foi por avanço no plantio americano

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A segunda-feira (03) foi marcada pelas guinadas de direção dos preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). Após começar o dia em baixa e reverter para alta ao longo do dia, as principais cotações apresentaram quedas entre 0,75 e 2,75 pontos.

O vencimento julho/19 foi cotado à US$ 4,24, o setembro/19 valia US$ 4,33 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,41.

Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho caíram moderadamente na segunda-feira, antecipando que o progresso do plantio pode ter acelerado na semana passada.

Antes do relatório de progresso da safra do USDA, analistas esperam que a agência mostre o plantio de milho chegando a 71% em 2 de junho, com um intervalo de estimativas entre 68% e 76%. Isso representaria um salto moderado em relação à contagem da semana anterior de 58%.

Além disso, as inspeções de exportação de milho dos Estados Unidos atingiram 29,3 milhões de bushels na semana encerrada em 30 de maio, bem abaixo do total da semana anterior de 43,7 milhões de bushels e nas estimativas de fim de comércio, que variaram entre 27 milhões e 43 milhões de bushels. O México foi o destino número 1, com 9,9 milhões de bushels.

Mercado Interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a única praça que apresentou valorização foi Castro/PR (1,43% e preço de R$ 35,50).

As desvalorizações apareceram em Brasília/DF (3,33% e preço de R$ 29,00) e São Gabriel do Oeste/MS (10,71% e preço de R$ 25,00).

Para a XP Investimentos, mais uma semana começa com as atenções no mercado externo. O USDA divulga seu relatório semanal de acompanhamento do plantio norte-americano, que tem guiado o direcional de preços nos últimos dias, ainda que a Guerra Comercial e a Peste Suína garantam volatilidade.

De modo geral, agentes possuem expectativas de que o atraso se mantenha, embora o ritmo de plantio tenha melhorado na última semana. Com nervosismo lá fora, os negócios no Brasil praticamente não acontecem. Localmente, as colheitas avançam em ritmo adiantado, com produtividade esperada recorde.

Confira como ficaram as cotações:

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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