Milho fecha a segunda-feira com grandes altas impulsionadas após USDA reduzir os estoques

Publicado em 30/09/2019 17:01 e atualizado em 01/10/2019 09:31
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Cotações fecham setembro com valorizações próximas aos 5%

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A segunda-feira (30) chega ao fim com grandes valorizações para os preços internacionais do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram altas entre 12,00 e 16,50 pontos após a divulgação dos relatórios trimestrais e anuais de estoques de grãos do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,88 com alta de 16,50 pontos, o março/20 valeu US$ 3,99 com valorização de 15,75 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 4,05 com ganho de 14,25 pontos e o julho/19 teve valor de US$ 4,08 com elevação de 12 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 4,58% para dezembro/19, de 4,18% para o março/20, de 3,58% para o maio/20 e de 3,03% para o julho/20.

Com relação ao fechamento do mês de setembro, os futuros do milho acumularam ganhos de 5,15% no dezembro/19, 4,45% para o março/20 e 3,85% para maio/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho atingiram uma alta de sete semanas depois que o relatório do USDA mostrou estoques mais apertados do que o esperado para o cereal.

“Ficamos surpresos que o USDA não fez um ajuste na produção de milho nos Estados Unidos em 2018 porque os estoques ficaram muito abaixo das expectativas”, disse Terry Reilly, analista sênior da Futures International em Chicago.

O USDA estima que a entrega de milho em 1º de setembro seja de 2,114 bilhões de bushels (53,6 milhões de toneladas) no relatório trimestral de hoje, que estava 331 milhões de bushels (8,4 milhões de toneladas) abaixo da sua última estimativa no início deste mês e uma queda de 26 milhões de bushels (660.400 toneladas) com relação à setembro do ano passado.

“A atualização sugere um uso extremamente forte da alimentação durante o verão, apesar da oferta abundante de trigo e sorgo baratos”, indica o analista de grãos da Farm Futures, Ben Potter.

Além disso, as inspeções de exportação de milho melhoraram em relação aos 9,3 milhões de bushels (236.220 toneladas) da semana passada, mas ainda são baixas depois de atingir 15,7 milhões de bushels (398.780 toneladas).

“Isso estava na parte baixa das estimativas comerciais que variavam entre 15 milhões e 23 milhões de bushels (entre 381 mil e 584.200 toneladas), com a taxa semanal necessária para corresponder às previsões do USDA subindo para 39,4 milhões de bushels (1 milhões de toneladas)”, comenta Potter.

Ainda no final da tarde desta segunda-feira, o USDA irá divulgar seu relatório de progresso da safra, e os analistas esperam que a agência mostre 14% da safra americana de 2019 colhida em 29 de setembro, acima dos 7% da semana anterior. Os analistas esperam ainda que o USDA mantenha a qualidade da colheita estável, com 57% da colheita em boas condições a excelentes, conforme aponta a Farm Futures.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foi registrada desvalorização apenas em Sorriso/MT disponível (4,55% e preço de R$ 21,00).

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Jataí/GO (1% e preço de R$ 30,30), Campinas/SP (1,24% e preço de R$ 39,89), Assis/SP (1,56% e preço de R$ 32,50), Rio Verde/GO (1,67% e preço de R$ 30,50), Rio do Sul/SC (2,94% e preço de R$ 35,00), Londrina/PR (3,33% e preço de R$ 31,00) e Brasília/DF (6,90% e preço de R$ 31,00).

De acordo com a XP Investimentos, apesar das grandes movimentações internacionais, o mercado físico segue com poucas mudanças. “O fluxo de comercialização é praticamente nulo e a negociações se arrastam, visto que nem compradores e nem vendedores possuem necessidade imediata para concretizar negócios. Dado início do plantio em praticamente todo o Centro-Oeste, especulações climáticas acontecem”, dizem os analistas.

Confira como ficaram as cotações nesta segunda-feira:

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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