Milho começa nova semana estável em Chicago após acumular ganhos nos últimos sete dias

Publicado em 14/10/2019 16:49 e atualizado em 15/10/2019 09:38
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Relatório de progresso da colheita do USDA será divulgado na terça-feira

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A estabilidade prevaleceu na Bolsa de Chicago (CBOT) para os preços internacionais do milho futuro neste primeiro dia da semana. As principais cotações encerraram a segunda-feira (14) com movimentações máximas de 0,50 pontos negativos.

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,97 com estabilidade, o março/20 valeu US$ 4,07 com queda de 0,25 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 4,12 com baixa de 0,25 pontos e o julho/20 teve valor de US$ 4,16 com perda de 0,50 pontos.

Desta forma, esses índices representaram estabilidade, com relação ao fechamento da última sexta-feira para os quatro vencimento apontados.

Segundo informações da Agência Reuters, as cotações do milho foram diminuindo depois de atingir o máximo de dois meses no final da última semana.

Também contribuiu para a pouca movimentação de hoje a falta de atualizações dos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Na semana passada, ao mesmo tempo em que reduziu suas previsões de produção de soja, o USDA elevou sua estimativa de produção de milho nos EUA, contrariando as expectativas comerciais de uma redução.

Nesta segunda-feira, o USDA permaneceu fechado em cumprimento ao feriado do Dia de Colombo, e suas inspeções semanais de exportação e relatórios de progresso das colheitas foram adiadas até a próxima terça-feira (15).

“Os agricultores têm compartilhado a produção média de milho de 167 bushels por acre (174,69 sacas por hectare), que é 1,4 bpa (1,46 sacas) abaixo das estimativas mais recentes do USDA. Os rendimentos podem cair abaixo da média da linha de tendência pela primeira vez em sete anos”, aponta o analista de grãos Ben Potter.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram registradas desvalorização apenas em Castro/PR (1,32% e preço de R$ 37,50).

Já as valorizações foram percebidas na praça de Campinas/SP (1,19% e preço de R$ 42,36), Pato Branco/PR (1,55% e preço de R$ 32,70), Ubiratã/PR e Londrina/PR (1,61% e preço de R$ 31,50), Cascavel/PR (3,23% e preço de R$ 32,00) e Assis/SP (3,55% e preço de R$ 35,00).

Em seu reporte diário, a XP Investimentos apontou que as referências estão em alta para os grãos, mas ainda existe pouco fluxo de comercialização.

“Vendedores locais reajustam as pedidas para cima de olho nas valorizações de Chicago e no avanço do Dólar frente ao Real. Os preços externos em ascensão refletem a piora do clima no Cinturão Agrícola norte americano, com queda intensa de temperatura e dos possíveis estresses climáticos decorrentes. Os dois fatores, inclusive, fizeram com que as referências nos portos brasileiros voltassem a subir”, dizem os analistas.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal, dando conta de que as cotações do milho seguem em elevação no mercado brasileiro neste início de outubro. “Pesquisadores afirmam que a justificativa para o cenário altista é a retração de vendedores, que, por sua vez, estão influenciados pelo clima, pelo forte ritmo de embarques e pela demanda aquecida”.

De 4 a 11 de outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) avançou 1,1%, fechando a R$ 40,41/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 11.

Em outro reporte neste início de semana, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, que as exportações de milho em grão atingiram a média de 314,4 mil toneladas por dia útil até o final da semana que acabou em 11 de outubro. No mesmo período do ano anterior, a média diária foi 141,2 mil toneladas.

No total, até agora foram exportadas 2.829,2 (mil de toneladas) no mês. Em termos financeiros, as exportações do grão em outubro de 2019 já somaram 469,1 milhões de dólares.

Confira como ficaram as cotações nesta segunda-feira:

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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