Milho se desvaloriza em Chicago com demanda fraca e espera por dados de colheita do USDA

Publicado em 21/10/2019 15:52 e atualizado em 22/10/2019 09:22
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Mercado interno sobe nesta segunda-feira

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A segunda-feira (21) chega ao final com desvalorização para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram perdas entre 2,25 e 3,75 pontos. 

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,87 com desvalorização de 3,75 pontos, o março/20 valeu US$ 3,99 com queda de 3,25 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 4,06 com perda de 2,75 pontos e o julho/20 teve valor de US$ 4,13 com baixa de 2,25 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 1,02% para dezembro/19, de 0,75% para o março/20, de 0,73% para o maio/20 e de 0,48% para o julho/20. 

Segundo informações da Agência Reuters, o milho caiu com a demanda fraca, porém  o mercado permanece em uma faixa de negociação estreita, pois os investidores aguardam novos dados de progresso da colheita nos Estados Unidos e previsões meteorológicas atualizadas. 

“Os contratos futuros de milho foram pressionados por um fraco ritmo de exportação dos EUA, com vendas e embarques em níveis inferiores à metade do ano anterior. Enquanto isso, as temperaturas de queda de neve e congelamento nos estados do norte dos EUA aumentaram riscos adicionais sobre a colheita contínua de milho, soja e trigo”, aponta Karl Plume da Reuters Chicago. 

A agência destaca ainda que o USDA disse que coletará dados extras sobre a área de milho e soja em Minnesota e Dakota do Norte após a recente neve. Espera-se que o relatório semanal de progresso da colheita do USDA mostre 34% da safra de milho. 

Mercado Interno 

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram registradas desvalorização.  

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Assis/SP, Panambi/RS, Pato Branco/PR, Não-Me-Toque/RS, Dourados/MS, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Ubiratã/PR, Londrina/PR, Cascavel/PR, Palma Sola/SC (2,86% e preço de R$ 36,00), São Gabriel do Oeste/MS (3,03% e preço de R$ 34,00) e Brasília/DF (3,13% e preço de R$ 33,00). 

De acordo com o reporte diário da XP Investimentos, os preços do milho abrem mais uma semana em ambiente firme.  

“A amostra da XP Investimentos tem alta de R$ 0,69/sc, com média de R$ 42,39/sc. É o maior valor desde 13/06/2018, ou seja, há mais de um ano. De maneira geral, produtores e intermediários estão retraídos, pedindo mais pelos estoques de olho nas exportações. Compradores locais cedem aos poucos (fluxo de comercialização é baixo) e vão buscando apenas repor seus estoques, de olho nos movimentos de Chicago e da taxa de câmbio”, dizem os analistas.  

A publicação aponta ainda que, as referências nos portos brasileiros para outubro permanecem em R$ 40,50/sc, também sob ambiente firme. No Brasil, especulações envolvendo clima e chuvas permanecem na agenda para os próximos meses, dado tempo predominantemente seco e início do plantio em praticamente todo o país. 

Confira como ficaram as cotações nesta segunda-feira: 

>> MILHO 

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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