Milho: Demanda e colheita atuam para deixar cotações com poucas movimentações em Chicago

Publicado em 22/10/2019 11:17 e atualizado em 22/10/2019 16:54
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Terça-feira registra altas na bolsa brasileira

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A Bolsa de Chicago (CBOT) opera próxima da estabilidade e com resultados mistos para os preços internacionais do milho futuro nesta terça-feira (22). As principais cotações registravam movimentações entre 0,25 pontos negativos e 0,75 pontos positivos por volta das 11h50 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,88 com alta de 0,75 pontos, o março/20 valia US$ 3,99 com ganho de 0,25 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 4,06 com queda de 0,25 pontos e o maio/20 tinha valor de US$ 4,12 com baixa de 0,25 pontos.

Segundo informações da Agência Reuters, o ritmo lento da colheita de milho nos Estados Unidos e as preocupações de que a colheita tenha sido danificada pela nevasca recente nas planícies do norte dos EUA apóiam os futuros do milho.

“O USDA disse na segunda-feira à tarde que apenas 30% das lavouras americanas haviam sido colhidas e apenas 86% da safra estava madura, bem atrás da média de cinco anos de 97%”, aponta Mark Weinraub da Reuters Chicago.

Por outro lado, as notícias de demanda lenta também atuam no mercado, conforme aponta o site internacional Farm Futures.

“As inspeções de exportação melhoraram para 20,9 milhões de bushels, mas ainda são quase metade da quantidade necessária semanalmente para atingir a previsão do USDA para a safra de 2019. Apenas oito destinos foram listados e dois desses países, México e Colômbia, responderam por mais de 75% do total, uma vez que os clientes asiáticos regulares continuam comprando da América do Sul”, comenta o analista de grãos Bryce Knorr.

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Já a bolsa brasileira segue registrando altas para os futuros do milho nesta terça-feira. As principais cotações registravam ganhos entre 0,25% e 0,59% por volta das 11h34 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/19 era cotado à R$ 43,98 com alta de 0,50%, o janeiro/20 valia R$ 44,33 com ganho de 0,25%, o março/20 era negociado por R$ 44,00 com elevação de 0,25% e o maio/20 tinha valor de R$ 42,70 com valorização de 0,59%.

As exportações brasileiras de milho perderam força ante ao início de setembro, mas seguem maiores do que as registradas no mesmo período do ano passado.

O país embarcou 3,87 milhões de toneladas de milho nos 14 primeiros dias de outubro, com média diária em 276,6 mil toneladas. O desempenho mostra que o ritmo dos embarques perdeu força até a metade deste mês, caindo 10,7% em relação ao mês anterior (quando o Brasil enviou 6,5 milhões de toneladas, com média diária em 309 mil toneladas), mas ainda exibe avanço de 95,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Além disso, as negociações nos portos começaram esta semana mais lentas para o milho, com registro de prêmios nos mesmos patamares do final da última semana – ao redor de US$ 0,45/bushel. A baixa movimentação nos portos se dá por um mercado mais voltado a demanda doméstica, com propostas acima do valor de paridade”, relata o reporte diário da Agrifatto Consultoria.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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