Milho se desvaloriza em Chicago enquanto mercado aguarda novos números do USDA

Publicado em 07/11/2019 12:27 e atualizado em 07/11/2019 17:08
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Expectativa é para redução na produção americana e demanda fraca

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Após abrir o dia com leves ganhos, os preços internacionais do milho futuro registram quedas na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (07). As principias cotações registravam perdas entre 1,75 e 2,50 pontos por volta das 12h05 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,77 com queda de 1,75 pontos, o março/20 valia US$ 3,85 com baixa de 2,25 pontos, o maio/20 era negociado por UU$ 3,92 com desvalorização de 2,50 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,98 com perda de 2,25 pontos.

Segundo informações da Agência Reuters, os traders segue se posicionando frente ao relatórios de oferta e demanda que deverá ser divulgado na próxima sexta-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Os analistas consultados pela Reuters esperam, em média, que o USDA diminua suas estimativas de produção e produção de milho nos Estados Unidos.

“Embora o USDA possa reduzir sua estimativa de produção em 300 milhões de bushels (7,62 milhões de toneladas) na atualização de sexta-feira, a realização pode cair apenas 115 milhões (2,921 milhões) em relação à estimativa de outubro do governo devido à demanda mais fraca, uma história que está se repetindo esta semana”, aponta o analista sênior de grãos da Farm Futures, Bryce Knorr.

Os estoques de etanol relatados ontem aumentaram na semana passada, após seis semanas de aumento da produção. Ainda assim, a produção permanece em torno de 5% até agora neste outono. Os preços do etanol caíram na quarta-feira, o que deve colocar as margens das usinas sob um pouco mais de pressão após seu retorno recentemente.

“As vendas de exportação hoje também devem ser mornas, ficando abaixo do total decepcionante de 21,6 milhões da semana passada. Clientes asiáticos regulares, incluindo Taiwan e Coréia do Sul, continuam a buscar suprimentos na América do Sul, uma tendência que pode continuar assim que a primeira safra do Brasil for colhida no início de 2020”, comenta Knorr.

B3

Já a bolsa brasileira registra movimentações restritas, mas do lado positivo da tabela. As principais cotações apresentavam ganhos entre 0,26% e 0,84% por volta das 12h19 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/19 era cotado à R$ 42,71 com alta de 0,26%, o janeiro/20 valia R$ 44,44 com valorização de 0,84% e o março/20 era negociado por R$ 44,40 com ganho de 0,68%.

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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