Milho: Perspectivas de mais demanda e dúvidas sobre a Argentina sustentam altas em Chicago

Publicado em 19/11/2019 17:08 e atualizado em 20/11/2019 09:14
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Novo governo argentino pode desestimular plantio do milho e empurrar negócios aos EUA

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A terça-feira (19) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro valorizados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram ganhos entre 2,25 e 3,75 pontos.

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,70 com alta de 2,25 pontos, o março/20 valeu US$ 3,80 com elevação de 3,50 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 3,86 com valorização de 3,75 pontos e o julho/20 teve valor de US$ 3,92 com ganho de 3,75 pontos.                                   

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,82% para o dezembro/19, 0,80% para o março/20, de 0,78% para o maio/20 e de 1,03% para o julho/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho se recuperaram após um declínio de duas sessões, encontrando apoio de um ritmo lento da colheita nos Estados Unidos, bem como perguntas sobre plantios na Argentina, onde um novo governo irá começar no próximo mês.

“O peronista Alberto Fernandez venceu o líder em exercício da Argentina, Mauricio Macri, nas eleições de outubro. O partido peronista tradicionalmente apóia mais intervenções do governo na economia, incluindo taxas mais altas de exportação”, aponta Julie Ingwrsen da Reuters Chicago.

“Há uma séria reconsideração do tamanho da safra argentina de milho. Os plantios da segunda safra podem cair se forem verdade esses rumores de mudanças nos impostos que terão mais impacto sobre o milho”, disse Terry Reilly, analista sênior da Futures International em Chicago.

Além disso, a publicação destaca que sinais de melhoria da demanda de exportação de milho também deram apoio. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse nesta terça-feira que exportadores privados venderam 191.000 toneladas de milho nos EUA para destinos desconhecidos, após vendas de 132.000 toneladas adicionais no dia anterior.

Os compradores sul-coreanos encomendaram cerca de 125.000 toneladas de milho no último dia, disseram traders europeus, embora se acredite que alguns sejam provenientes da Ucrânia.

“O Brasil está ficando sem milho para exportação e os compromissos argentinos com milho estão muito altos. Portanto, há um sentimento geral de que parte dos negócios vai mudar para os Estados Unidos, finalmente”, aposta Reilly.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a terça-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram registradas desvalorizações durante o dia.

Já as valorizações foram percebidas em Campinas/SP (1,09% e preço de R$ 46,30), Assis/SP (1,32% e preço de R$ 38,50), Jataí/GO e Rio Verde/GO (1,39% e preço de R$ 36,50), Ponta Grossa/PR (2,63% e preço de R$ 39,00), Porto de Paranaguá/PR (2,50% e preço de R$ 41,00) e Oeste da Bahia (5,63% e preço de R$ 37,50).

De acordo com a nota diária da Radar Investimentos, o mercado físico do milho paulista esteve mais calmo nos últimos dias. “Temos observado algumas ofertas oriundas de fora da São Paulo, o que colabora para uma ligeira pressão nas cotações”, dizem os analistas.

A instituição ainda alerta que é preciso manter a atenção nas recentes altas do dólar em relação ao real.

Confira como ficaram as cotações nesta terça-feira:

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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