Milho fecha a quarta-feira com cotações em campo misto na Bolsa de Chicago

A quarta-feira (22) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro operando em campo misto na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações entre 0,75 pontos negativos e 1,25 pontos positivos ao longo do dia.
O vencimento março/20 foi cotado à US$ 3,88 com valorização de 1,25 pontos, o maio/20 valeu US$ 3,94 com alta de 0,75 pontos, o julho/20 foi negociado por US$ 3,99 com estabilidade e o setembro/20 teve valor de US$ 3,98 com queda de 0,75 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,26% para o março/20 e de 0,25% para o maio/20, além de estabilidade para o julho/20 e para o setembro/20.
Segundo informações da Agência Reuters, o mercado segue de olho nos próximos passos da relação comercial entre China e Estados Unidos, e no aguardo de novidades, não define direção de alta ou de baixa.
“Os comerciantes nos mercados agrícolas continuaram aguardando sinais de aumento da demanda da China, depois que Pequim prometeu aumentar as importações de produtos agrícolas dos EUA em um acordo comercial inicial assinado pelos países na semana passada”, aponta Tom Polansek da Reuters Chicago.
“A demanda de exportação de milho foi decepcionante e o etanol e outros produtos industriais começaram a melhorar, mas enfrentam um caminho incerto pela frente. Grande parte da demanda aprimorada de etanol será vista quando, e se, a China começar a comprar. Já a busca por alimentos foi aprimorada, conforme observado no último relatório trimestral de estoques”, comenta o analista de mercado do Price Futures Group, Jack Scoville.
Mercado Interno
No mercado físico brasileiro, a quarta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram registradas desvalorizações.
Já as valorizações foram percebidas nas praças de Castro/PR (2,17% e preço de R$ 47,00), Panambi/RS (2,34% e preço de R$ 42,00), Não-Me-Toque/RS (2,47% e preço de R$ 41,50) e Brasília/DF (6,82% e preço de R$ 47,00).
Em seu reporte diário, a Radar Investimentos aponta que, aos poucos, o ritmo dos negócios no mercado físico do milho volta ao normal. “As apreensões em relação ao clima no Sul do país tiveram ligeiro alívio. Por outro lado, o dólar se manteve estressado”.
Já a Agrifatto Consultoria, divulgou que o mercado paulista de grãos segue sem alterações. “O volume comercializado de milho localmente é baixo e não incentiva alterações nas partes. Produtores, Silos e Intermediários especulam com pequenas cargas estocadas de safrinha, de olho no mercado externo, no clima e também no início de colheita da safra de verão”.
Confira como ficaram as cotações nesta terça-feira:
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