Milho: quinta-feira segue caminho de baixas para o milho no Brasil

Os preços futuros do milho seguem em tendência de queda na bolsa brasileira (B3) nesta quinta-feira (16). As principais cotações registravam movimentações negativas de até 1,12% por volta das 11h56 (horário de Brasília).
O vencimento maio/20 era cotado à R$ 45,75 com baixa de 1,08%, o julho/20 valia R$ 43,41 com desvalorização de 1,12% e o setembro/20 era negociado por R$ 42,60 com perda de 0,14%.
Em seu reporte diário, a Radar Investimentos relatou que a queda das cotações do milho no mercado físico paulista tem sido rápida e forte nos últimos dias. “O volume da disponibilidade do cereal de fora de São Paulo tem crescido e pressionado as intenções de negócio. As referências em Campinas-SP giram ao redor de R$53,00/saca, CIF, 30 dias”.
Enquanto isso, a Agência Reuters reportou que o recuo na demanda por milho nos Estados Unidos preocupa o mercado brasileiro, pois pode aumentar a competitividade nos preços de exportação do grão entre os dois países.
“É preocupante sim. O que pode acontecer é ter um excedente de milho americano e ele passar a competir mais com o brasileiro”, disse à Reuters o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Guilherme Soria.
Mercado Externo
Após abrir a quinta-feira (16) com leves altas, os preços internacionais do milho futuro registram movimentações em campo misto na Bols de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam flutuações entre 1 ponto negativo e 0,50 pontos positivos por volta das 11h41 (horário de Brasília).
O vencimento maio/20 era cotado à US$ 3,19 com alta de 0,50 pontos, o julho/20 valia US$ 3,26 com queda de 0,25 pontos, o setembro/20 era negociado por US$ 3,32 com perda de 0,50 pontos e o dezembro/20 tinha valor de US$ 3,41 com desvalorização de 1,00 ponto.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os futuros do milho seguem levemente sustentados por uma rodada de compras técnicas depois que os preços caíram para os menores níveis desde 2016 no pregão de ontem.
Agora o mercado aguarda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) libere os dados semanais de vendas e remessas de exportação. “Prevê-se que as vendas de exportação de milho antigo variem entre 23,6 e 47,2 milhões de bushels. As estimativas comerciais apontam para as novas vendas de milho no relatório de hoje entre 10,2 e 13,8 milhões de bushels”, aponta a analista Jacqueline Holland.
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WELLISTON FRANK TEIXEIRA DOUTOR CAMARGO - PR
Muita especulação no mercado de milho. Milho dos EUA não influencia no mercado interno brasileiro, exportação de milho já está praticamente certa devido aos contratos antecipados.., a produção brasileira comparada com a demanda não supre a necessidade de milho ao final da temporada. Muitas regiões produtoras terão uma quebra de produção consideravelmente alta devido o clima, e ainda tem muito caminho a ser percorrido até o final da safrinha.
Pois é, Willian, tem um analista do Cepea que diz que o preço do milho está caindo por que o consumo interno está fraco... já a FC Stone diz o contrário, que o consumo interno está forte e que as exportações do cereal estão fracas agora e que irão acelerar muito no segundo semestre do ano. Um dos dois analistas está lendo errado os dados, ou ainda os dois podem estar errados...mas uma coisa é clara, um diz que quem vender agora vai ganhar dinheiro e outro diz que quem vender agora vai perder dinheiro. No fim é disso que se trata.