Milho: B3 segue pressionada por colheita e dólar nesta segunda-feira

Publicado em 08/06/2020 11:59 e atualizado em 08/06/2020 16:48 555 exibições
Chicago aguarda números do USDA

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A segunda-feira (08) segue com os preços futuros do milho mais baixos na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações negativas de até 0,47% por volta das 11h49 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 43,65 com queda de 0,30%, o setembro/20 tinha valor de R$ 42,75 com perda de 0,47% e o janeiro/21 era negociado por R$ 47,04 com alta de 0,04%.

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, a semana se inicia com a contínua pressão da safra sobre o mercado interno brasileiro de milho. “A força da safra se junta a forte depreciação cambial, e com isso, o milho não consegue se sustentar”.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) segue em alta para os preços internacionais do milho futuro nesta segunda-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,00 e 1,50 pontos por volta das 11h47 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,32 com valorização de 1,50 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,37 com alta de 1,50 ponto, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,46 com elevação de 1,25 pontos e o março/21 tinha valor de US$ 3,58 com ganho de 1,00 ponto.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os cortes na produção mundial de petróleo ajudaram a alavancar os preços do combustível, o que deu suporte para os futuros do milho.

Agora o mercado aguarda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgue hoje o seu relatório semanal sobre o progresso das culturas. O progresso nacional do plantio de milho estava 93% concluído na semana passada, com a média de 89% em cinco anos se aproximando.

“A atenção mudará para o leste do cinturão do milho no relatório desta semana, onde uma primavera úmida interrompeu o progresso do plantio. As chuvas dispersas, porém pesadas, em todo o cinturão do milho na semana passada podem continuar a desacelerar o progresso final do plantio no relatório desta semana”, aponta a analista Jacqueline Holland.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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