Milho opera em alta na B3 seguindo valorização do dólar

Publicado em 12/06/2020 11:52 e atualizado em 12/06/2020 16:53 293 exibições
Chicago se movimenta pouco após dados do USDA

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Os preços futuros do milho abriram a sexta-feira (12) subindo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,60% e 2,34% por volta das 11h49 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 43,70 com elevação de 0,60%, o setembro/20 valia R$ 42,83 com alta de 0,78%, o novembro/20 era negociado por R$ 45,73 com valorização de 1,35% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 46,67 co  ganho de 2,34%.

Essas recuperações vêm após os contratos futuros na B3 atingirem preços próximos as mínimas dos últimos 50 dias, conforme destaca a Agrifatto Consultoria. Mais uma vez, os preços do cereal respondem as movimentações cambiais, já que o dólar subia 1,29% e era cotado à R$ 5,04 por volta das 11h52 (horário de Brasília).

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também opera do lado positivo da tabela para os preços internacionais do milho futuro neste último dia da semana. As principais cotações registravam movimentações entre 0,25 e 0,75 pontos por volta das 11h38 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,30 com valorização de 0,75 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,35 com alta de 0,25 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,43 com estabilidade e o março/21 tinha valor de US$ 3,55 com estabilidade.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços futuros do milho foram pouco alterados nesta manhã após os últimos relatórios divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O relatório WASDE de ontem do USDA constatou que a safra de 2019 encolhe 46 milhões de bushels (1,168 milhão de toneladas) após a colheita do ano passado ser concluída em Dakota do Norte no final de maio. Já a demanda por etanol corroeu outros 50 milhões de bushels (1,270 milhão de toneladas) para 4,9 bilhões de bushels (124,4 milhões de toneladas) de consumo - ou 13,2 bilhões de galões de produção de etanol - na campanha de 2019/20.

As novas estimativas de safra permaneceram inalteradas nos EUA, pois os estoques globais diminuíram com projeções mais altas de uso de alimentos para animais. “O relatório foi uma notícia bem vinda para o mercado de milho, que se preparava para uma queda mais baixa no comércio que antecedeu o lançamento do USDA”, relata a analista Jacqueline Holland.

A publicação destaca ainda que, os embarques de exportação de milho continuaram exibindo força sazonal no relatório de vendas de exportação de ontem, já que os embarques de milho registraram 48,9 milhões de bushels (1,242 milhão de toneladas) na semana que terminou em 4 de junho.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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