Colheita do milho avança no norte do MS, enquanto região sul sofre com baixas temperaturas
Passado quase um mês do início da colheita do milho de segunda safra, Mato Grosso do Sul colheu 20,5% dos 1,895 milhão de hectares plantados. Na região norte do Estado, onde a produtividade é maior, a colheita chega a 40%, como mostra o boletim técnico do Siga/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio).
Dados do boletim técnico 370/2020, que pode ser conferido aqui, mostram que o Estado soma 20,5% de área colhida. O presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi, explica que a temperatura mais baixa mantém a umidade do grão, atrasando a colheita principalmente a região sul do Estado.
“Nas regiões norte e nordeste a colheita está mais adiantada, as temperaturas são mais altas e a expectativa de produtividade é maior, as vezes até superior a safra passada. No sul, sudeste e centro, a produtividade se mantem na média, as vezes até menor. Regiões onde a seca prejudicou mais os produtores”, explica o presidente da Aprosoja/MS.
Titular da Semagro, o secretário Jaime Verruck destaca que o acompanhamento da safra por meio do Siga/MS é um dos mais modernos e eficientes do país. “A parceria que temos com a Famasul e a Aprosoja/MS possibilita um ótimo monitoramento da safra. Para que a gente possa fazer o planejamento dos grãos no Estado”.
Até o momento, 53,25% do milho de segunda safra já foi comercializado e o preço em alta, na casa dos R$ 41,56. Mato Grosso do Sul tem expectativa de colher 8,195 milhões de toneladas com produtividade média de 72 sc/há, podendo ser revisada com o avanço da colheita no Estado.
Foram 1,895 milhão de hectares plantados com milho na safra 2019/2020, o que representa redução de 12,79% no total comparado a safra passada. A redução se deve as condições climáticas adversas na época de colheita da soja.
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