Segunda-feira foi de valorização para o preço do milho no Brasil

Publicado em 21/09/2020 16:43 1254 exibições
Chicago caiu 2% em vendas técnicas e de olho na colheita

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A segunda-feira (21) chega ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.

Já as valorizações apareceram em Pato Branco/PR (0,96% e preço de R$ 52,70), Ubiratã/PR, Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Eldorado/MS, Ponta Grossa/PR, Não-Me-Toque/RS, Panambi/RS, Palma Sola/SC, Cascavel/PR, Cafelândia/PR, Cândido Mota/SP, Porto Santos/SP (3,23% e preço de R$ 64,00), Jataí/GO, Rio Verde/GO, Dourados/MS, Amambaí/MS, Campo Grande/MS, Maracaju/MS e Brasília/DF (8,33% e preço de R$ 52,00)

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho trabalhou com ligeiros recuo dos preços na semana anterior. “A entrada gradual de cereal de fora do estado e o comprador menos ativo foram os motivos para isto. A cautela com o câmbio é o destaque no início desta semana”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal relatando que compradores de milho consultados pelo Cepea estão afastados do mercado, à espera de quedas nos preços do cereal, fundamentados no avanço da colheita da segunda safra. Produtores, por sua vez, limitam o volume ofertado no spot, com as atenções voltadas ao clima, ao maior ritmo das exportações e à entrega de lotes comercializados antecipadamente.

Além disso, segundo informações do Cepea, vendedores acreditam que parte dos demandantes volte ao mercado em breve, devido à finalização de estoques. “Nesse contexto, o fechamento de novos negócios tem sido pontual e envolvendo pequenas quantidades”.

Quanto aos preços, apresentam movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas.. No Centro-Oeste, sobretudo em Mato Grosso, o baixo excedente mantém firmes os valores do milho. No Sudeste, a colheita avança e produtores têm interesse em entregar a mercadoria na cooperativa, o que enfraquece as cotações em alguns dias. Já no Sul, no Paraná, os preços estão em alta, tendo em vista que produtores se concentram nos trabalhos de campo, se mantendo afastados dos negócios. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os valores sobem, diante do baixo excedente.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em alta na Bolsa Brasileira (B3) nesta segunda-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,18% e 0,87% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 60,28 com valorização de 0,87%, o janeiro/21 valia R$ 60,58 com ganho de 0,18%, o março/21 era negociado por R$ 60,40 com elevação de 0,50% e o maio/21 tinha valor de R$ 58,35 com alta de 0,60%.

Dando sustentação aos contratos do cereal brasileiro, o dólar também ficou durante todo o dia em alta ante ao real. Por volta das 16h27 (horário de Brasília), a moeda americana subia 0,19% e era cotada à R$ 5,39.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, este é um período que o setor de rações ainda está comprando para se abastecer e formar estoques para o final de ano e com a B3 pressionada para cima, basicamente, em função do dólar.

“A Bolsa tem uma correção em cima das correções, basicamente, cambiais porque o dólar em alta acaba dando um fôlego também para o setor da carne na mesma linha. A gente exporta em dólar e, automaticamente, o investidor na B3 consegue ver o milho como insumo e se o frango e o suíno estiverem pressionados para o lado de cima pela exportação acaba dando um fôlego”, explica.

Brandalizze destaca ainda que, apesar de uma retração nas cotações neste momento, o ano é bom e 2021 também será bom para o produtor de milho. “A safra de verão e a safrinha já estão bem negociadas, mas aparentemente, o fôlego positivo das cotações está chegando em um limite e deve se acomodar ou recuar um pouco. Mas também não se espera muita queda, no máximo R$ 4,00 a R$ 5,00, sem muito espaço além disso não”.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) contabilizou perdas para os preços internacionais do milho futuro neste início da semana. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 6,75 e 8,75 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,69 com desvalorização de 8,75 pontos, o março/21 valeu US$ 3,79 com perda de 8,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 3,84 com queda de 8,00 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 3,88 com baixa de 6,75 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 2,38% para o dezembro/20, de 2,07% para o março/21, de 2,04% para o maio/21 e de 1,77% para o julho/21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram mais de 2% na segunda-feira em uma rodada de vendas técnicas e realização de lucros que também afetou uma ampla gama de outras commodities. Além disso, a pressão de colheita aplicou ventos contrários adicionais.

A Agência Reuters, acrescenta que as preocupações com novos bloqueios causados ​​pelo coronavírus devido ao aumento da contagem de casos globais geraram uma onda de negociações sem risco. Os grãos foram apanhados em uma venda global de commodities, à medida que os investidores buscavam ativos portos-seguros, como o dólar americano.

“É basicamente um risco generalizado”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da corretora StoneX.

As inspeções de exportação de milho norte-americano caíram 20% na semana, para 29,7 milhões de bushels (754.380 toneladas). “Isso estava na extremidade inferior das estimativas de comércio, que variaram entre 25,6 milhões e 35,4 milhões de bushels (entre 650.240 e 899.160 toneladas)”, pontua o analista Ben Potter.

O mercado ainda aguarda o próximo relatório de progresso de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperam que a agência atrase a qualidade do milho em outro ponto, caindo para 59% classificados em condições boas a excelentes até 20 de setembro e relate 11% da safra já foi colhida, contra 5% há uma semana.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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