Exportação de Milho: média diária de outubro é superior a do mesmo mês em 2019

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a segunda semana de outubro.
Nestes 7 dias úteis do mês, o Brasil exportou 2.056.286,5 toneladas de milho não moído. Este volume já representa 31% de tudo o que foi embarcado durante o mês de setembro inteiro (6.608.121,8 toneladas).
Com isso, a média diária de embarques ficou em 293.755,2 toneladas, patamar 6,64% menor do que a média do mês passado (314.672,5 toneladas). Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 7,29% maior do que as 273.806,6 do mês de outubro de 2019.
Em termos financeiros, o Brasil exportou um total de US$ 352.519,9 no período, contra US$ 993.719,5 de todo outubro do ano passado. Já na média diária, o atual mês contabilizou acréscimo de 11,49% ficando com US$ 50.360 por dia útil contra US$ 45.169,1 em outubro do ano passado.
Já o preço por tonelada obtido registrou elevação de 3,92% no período, saindo dos US$ 165,00 do ano passado para US$ 171,4 neste mês de outubro.
Para o analista da SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, até agora o Brasil já tem 24 milhões de toneladas comprometidas com a exportação entre volumes já embarcados ou já nomeados para o restante de outubro.
“Precisaria de mais 10 milhões de toneladas até janeiro para atingir a meta de 34 milhões de toneladas, mas não existe espaço para muito mais do que isso e pode ser menor. Os preços internos estão muito altos e poucos negócios novos aparecem para fora”, aponta.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que a exportação brasileira de milho em outubro vai atingir um total de 4,57 milhões de toneladas, ficando abaixo das 5,51 milhões registradas no mesmo mês de 2019.
De janeiro a setembro, os principais destinos das 20.138.811 toneladas de milho brasileiro foram Irã (12%), Japão (10%), Espanha (9,1%), Vietnã (8,5%), Egito (8,4%), Taiwan (7,9%) e Coréia do Sul (7,1%). Já nas origens, o cereal brasileiro exportado veio, em sua maioria, do Mato Grosso (65,7%), seguido de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul.
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