Milho: demandas pontuais e volumes pequenos impulsionam altas no Brasil

A terça-feira (29) chega ao final com os preços do milho valorizados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas desvalorizações em nenhuma das praças.
Já os ganhos apareceram em Porto Paranaguá/PR (1,41% e preço de R$ 72,00), Cascavel/PR (1,47% e preço de R$ 69,00), Londrina/PR (2,94% e preço de R$ 70,00), Cândido Mota/SP (5,97% e preço de R$ 71,00) e Rio do Sul/SC (12,16% e preço de R$ 83,00).
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “as cotações do milho ganharam força no início desta semana com demandas pontuais e volumes pequenos. O clima na América do Sul será um dos drivers dos preços globais nas próximas semanas”.
B3
Os preços futuros do milho contabilizaram novos ganhos nesta terça-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,09% e 2,28%.
O vencimento janeiro/21 foi cotado à R$ 82,80 com elevação de 1,09%, o março/21 valeu R$ 83,10 com alta de 1,65%, o maio/21 foi negociado por R$ 78,50 com valorização de 2,28% e o julho/21 teve valor de R$ 70,95 com ganho de 1,76%.
Para a SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho deve manter preços firmes, com uma expectativa de volume de negócios reduzidos no país. “O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes, de estáveis a mais altos. Com a semana mais curta de negócios entre as festas de Natal e Ano Novo, o movimento foi reduzido, praticamente parado. A alta do dólar deu suporte às cotações nos portos”, disseram os analistas.
Mercado Externo
Já os preços internacionais do milho futuro operavam com leves quedas durante a manha, mas ganharam força ao longo do dia na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 4,75 e 10 pontos ao final da terça-feira.
O vencimento março/21 foi cotado à US$ 4,66 com alta de 9,75 pontos, o maio/21 valeu US$ 4,66 com elevação de 9,25 pontos, o julho/21 foi negociado por US$ 4,64 com valorização de 10 pontos e o setembro/21 teve valor de US$ 4,38 com ganho de 4,75 pontos.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 2,19% para o março/21, de 1,97% para o maio/21, de 2,20% para o julho/21 e de 1,15% para o setembro/21.
Segundo informações da Agência Reuters, o milho seguiu a soja em alta nesta terça-feira com o otimismo das exportações pesando no mercado de Chicago, apesar da pressão de curto prazo das negociações trabalhistas promissoras na Argentina.
“Essa reação é atribuída 100% ao quadro fundamental. Cada queda no preço agora parece uma oportunidade de compra, porque temos entregas apertadas”, disse Dan Hussey, estrategista de mercado sênior do Zaner Group.
A publicação destaca ainda que, o milho se fortaleceu para novas máximas apoiado por fortes exportações, embora as exportações de milho precisem permanecer fortes durante a primavera para atender às previsões do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
“Não são tanto as vendas, mas os embarques. Estamos apostando que as remessas de primavera e verão serão robustas”, disse Dale Durcholz, diretor da Grain Cycles.
A expectativa é que os preços do cereal sigam subindo no início do próximo ano. “Acho que o milho é o grão desvalorizado que vai para 2021”, analisa Hussey.
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