Milho/Cepea: procura elevada deve sustentar cotações neste ano
Os baixos estoques, a demanda firme e as incertezas quanto ao tamanho da oferta da temporada 2020/21 devem manter os preços internos do milho em patamares acima da média em 2021. Segundo colaboradores do Cepea, as lavouras brasileiras da primeira safra foram prejudicadas pelo clima seco, principalmente no Sul do País. Para a segunda safra, o cultivo mais lento e tardio da soja, comparativamente a anos anteriores, traz temores sobre como será a semeadura de milho e se haverá impactos na produtividade. Com isso, a temporada 2020/21 deve se iniciar com incertezas em torno da oferta do cereal – por enquanto, as estimativas oficiais indicam produção recorde no Brasil e no mundo. A demanda, por sua vez, deve continuar aquecida nos mercados doméstico e internacional. No Brasil, o consumo segue crescente, refletindo o maior interesse do setor pecuário e também de novas usinas de etanol de milho no Centro-Oeste. As exportações devem ser favorecidas pelo dólar valorizado e pela alta nas cotações internacionais. A comercialização antecipada, especialmente para exportação, tende a restringir a oferta no spot nos próximos meses, podendo acirrar a disputa pelo produto.
0 comentário
Milho fecha com altas de até 2,65% na B3 impulsionado pelo dólar, enquanto Chicago termina em queda
Adido americano projeta safra de milho da Argentina 7 milhões de toneladas acima do USDA e exportações de 43 milhões
Exportações de milho estabilizam ritmo em outubro e seguem 12% abaixo de 2025
Milho dispara mais de 2% na B3 nesta segunda-feira com alta do dólar, enquanto Chicago segue em queda
Milho inicia semana em queda em Chicago e dezembro se aproxima de US$ 4,50 por bushel
Milho/Cepea: Oferta elevada e queda nos preços externos pressionam cotações