Conab amplia estimativa de importação de milho e reduz projeção de estoques ao final da safra 20/21

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de janeiro e apontou que a área cultivada com milho nesta primeira safra (verão) deve ser 1,5% menor do que o registrado na temporada passada, uma elevação com relação a publicação de dezembro, que indicava redução de 2,1%.
A publicação destaca que a semeadura do milho primeira safra, na safra 2020/21, está chegando ao final, cuja área plantada até de 1º de janeiro de 2021 foi de 88,5% da área prevista. “O clima prejudicou o plantio e o desenvolvimento das lavouras por todo o país. Em algumas áreas, o clima seco e a baixa umidade nos solos dificultaram o cultivo. Em outras, as chuvas ocorreram com intensidade e regularidade maior que o normal”.
Para o total das três safras brasileiras, a Conab ampliou a estimativa de cultivo geral para 18.463,5 mil hectares, uma produtividade de 5.541 quilos por hectare e uma produção aproximada de 102,3 milhões de toneladas, números 0,2% menor, 0,1% maior e 0,2% menor, respectivamente, ao registrado na safra passada.
“Para a safra 2020/21, a produção total é de 102,3 milhões de toneladas, um número 0,3% inferior ao divulgado no boletim de novembro. O ajuste se deve às possíveis reduções de produtividade da primeira safra estimadas pela Conab devido a adversidades climáticas na Região Sul”, aponta a Conab.
O relatório ainda manteve seu número para consumo interno em 68,7 milhões de toneladas para a safra 2019/20 e de 71,8 milhões de toneladas para o ciclo 2020/21. Por outro lado, elevou as projeções de importação de 1,1 milhão de toneladas para 1,3 milhão.
“O ajuste se deve à necessidade de milho para suprir o consumo ao início de 2021 diante de uma menor oferta do cereal disponível para comercialização”, explicam os analistas.
Diante dos ajustes realizados, o estoque final esperado na safra 2019/20 deverá ser de 10,8 milhões de toneladas, volume suficiente para atender a demanda por aproximadamente dois meses, a partir de fevereiro de 2021.
“Para o estoque final esperado ao fim da safra 2020/21, projetamos um total de 7,3 milhões de toneladas, redução de 32,4% em relação à safra anterior. Esse fato se deve ao contínuo crescimento do consumo interno em contraponto com a nova expectativa de volume a ser produzido em 2020/21 em volume inferior a 0,2% ao observado na safra 2019/20”, diz a Conab.
0 comentário
Em dia de correções, milho recua em Chicago nesta terça-feira, mas cenário segue com fatores de sustentação
Exportações de milho começam setembro ainda abaixo de 2025, mas ritmo reage após agosto fraco
Futuros do milho com leves recuos em Chicago antes do USDA desta terça-feira
Plantio do milho verão chega a 11% e supera 2025 e média histórica
Milho volta do feriado com leves altas na Bolsa de Chicago
Milho/Cepea: Preço segue em alta; safra de verão começa no Sul